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Ministro do Iêmen condena enviado da ONU que lamentou Houthis ser considerado grupo terrorista

Enviado especial da ONU ao Iêmen, Martin Griffiths, na Suécia, em 13 de dezembro de 2018 [Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Images]
Enviado especial da ONU ao Iêmen, Martin Griffiths, na Suécia, em 13 de dezembro de 2018 [Jonathan Nackstrand/AFP/Getty Images]

O Ministro de Orientações e Dotações Religiosas do Iêmen, Mohammed Eida Shabiba, criticou o Enviado Especial do Iêmen, Martin Griffiths, por não estar satisfeito com a designação americana da milícia Houthi como grupo terrorista, reportou o Yemen Shabab na sexta-feira.

Discursando no Conselho de Segurança da ONU, Griffiths expressou sua extrema preocupação com o impacto da decisão dos EUA de designar Ansar Allah – os Houthis – como uma organização terrorista estrangeira, observando que isso teria um “efeito arrepiante” em seus esforços para reunir os partidos iemenitas.

Em seu relato no Twitter, o ministro iemenita escreveu: “Griffiths é um enviado de um imã xiita, não um enviado da ONU”, referindo-se à seita religiosa dos Houthis que são inspirados por seus imãs.

As observações de Griffiths desencadearam uma ampla campanha crítica entre os iemenitas, pois ele foi acusado de estar do lado dos Houthis e de ignorar a difícil situação dos iemenitas.

LEIA: Os EUA ignoram a fome no Iêmen ao designar houthis como ‘terroristas’

Na segunda-feira, os EUA designaram os Houthis como uma organização terrorista estrangeira.

O governo iemenita saudou esta designação e a considerou um passo “positivo” para deter os crimes terroristas e os atos hediondos contra os iemenitas.

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