Estima-se que 16 milhões de pessoas no Iêmen sofrerão com a fome ao longo deste ano, questão central para qualquer solução da guerra no país, alertou Mark Lowcock, subsecretário para assuntos humanitários da ONU, ao site de notícias Al Jazeera.
Lowcock observou que 50 mil pessoas já vivenciam situação crítica de fome, com risco de morte, enquanto outras cinco milhões de pessoas estão à margem da crise.
Segundo o oficial da ONU, o Iêmen importa hoje 90% de seus alimentos.
Nos últimos dias de seu mandato, o ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump decidiu designar o grupo houthi como terrorista, o que potencialmente agravou a crise, pois a maior parte dos alimentos chega ao Iêmen por vias comerciais, à medida que agências humanitárias distribuem vales ou dinheiro para que os residentes possam comer.
O novo governo americano de Joe Biden recentemente reverteu a decisão, sob diversos alertas de que a designação afetaria negativamente milhões de civis, em um país que já sofre com a pior crise humanitária do mundo, segundo as Nações Unidas.
LEIA: Pelo menos 400 mil crianças do Iêmen menores de 5 anos podem morrer de fome este ano, alerta ONU
Salvo expresso no artigo acima, este conteúdo do Middle East Monitor está licenciado sob Atribuição Internacional Não-Comercial de Livre Compartilhamento Creative Commons 4.0. Caso as imagens tenham nosso crédito, esta licença também se aplica a elas. O que isso significa? Para permissões além do escopo desta licença, entre em contato conosco.
Detectou um erro nesta página? Informe-nos
Últimas notícias
Ver tudo-
Assine nossa newsletter
Postagens relacionadas
Tendências
- 3 mortos em ataque aéreo israelense que atingiu carro no sul do Líbano antes de negociações entre o Líbano e Israel, organizadas pelos EUA
- Obrigação de falar. antes que o mundo mergulhe na escuridão
- Patriarcado Latino de Jerusalém apresenta queixa sobre invasões de terras pertencentes à Igreja na Cisjordânia por ocupantes israelenses
- EUA impediram a entrada de 33 embarcações desde o início do bloqueio naval ao Irã, diz CENTCOM
- Itália é a favor de restrições às importações de países ocupados por Israel na Cisjordânia, diz alto funcionário
- Grupo de direitos humanos afirma que 90 mulheres palestinas estão detidas em prisões israelenses
- Autoridades russas detêm viajantes israelenses no aeroporto de Moscou
- Brasil insta o Conselho de Segurança da ONU a acabar com a “loucura da guerra”
- Islamofobia persiste e se espalha por diferentes esferas da vida de mulheres muçulmanas no Brasil
- Reino Unido proíbe entrada de influenciadora anti-muçulmana Valentina Gomez, aclamada como uma “verdadeira guerreira” em Israel.






