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Ex-príncipe herdeiro da Jordânia denuncia prisão por incitar suposto ‘levante popular’

Hamza Bin Hussein, ex-príncipe herdeiro da Jordânia, alegou em vídeo gravado neste sábado (3) estar sob prisão domiciliar, sem contato com ninguém, conforme ações da monarquia.

Hamza Bin Hussein, ex-príncipe herdeiro da Jordânia, alegou em vídeo gravado neste sábado (3) estar sob prisão domiciliar, sem contato com ninguém, conforme ações da monarquia.

As informações são da agência Reuters.

Hamza divulgou o vídeo após notícias de que a corte militar jordaniana emitiu uma ordem contra ele para suspender supostos atos contra a “estabilidade e segurança” do país. Yusef Huneity, chefe do exército, entretanto, negou a detenção de Hamza.

O vídeo foi compartilhado pelo advogado do príncipe jordaniano com a rede britânica BBC.

Na gravação, Hamza reitera não participar de qualquer conspiração estrangeira, mas sim denunciar um sistema judicial corrupto em seu país.

“É algo muito triste e lamentável”, afirmou. “[Jordanianos] são postos em segundo lugar por um sistema que decidiu que seus interesses privados e financeiros, sua corrupção, são mais importantes que a vida, a dignidade e o futuro de dez milhões de pessoas que vivem aqui”.

Duas fontes próximas à situação relataram à Reuters que forças de segurança adentraram no pequeno palácio de Hamza para investigá-lo.

Em 2004, o Rei Abdullah dispensou o príncipe Hamza da linha de sucessão ao trono, medida que consolidou o poder do monarca hachemita.

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O jornal The Washington Post reportou que autoridades jordanianas prenderam o ex-príncipe herdeiro e quase vinte outras pessoas por suposta “ameaça à estabilidade nacional”.

Um ex-oficial dos Estados Unidos informado sobre os eventos na Jordânia descreveu a suposta conspiração como verossímil e potencialmente ampla, mas não iminente, de modo que não envolveria efetivamente um “golpe físico”.

Ao contrário, os envolvidos planejavam encorajar protestos que resultariam em aparente “levante popular das massas nas ruas” com apoio tribal.

A Jordânia pretende investigar as possibilidades de influência estrangeira no caso, segundo a fonte americana.

Forças de segurança da Jordânia também prenderam um ex-assessor do Rei Abdullah, um membro da família real e outros indivíduos próximos à coroa por “questões de segurança”, declarou a agência estatal de notícias Petra, sem maiores detalhes.

Bassem Awadallah, longevo confidente do rei que educou-se nos Estados Unidos e tornou-se Ministro das Finanças da Jordânia, e Sharif Hassan Ben Zaid, membro da família real, foram detidos junto de outras figuras não identificadas.

Awadallah representou uma força motriz por trás das reformas econômicas no país até sua renúncia como chefe da corte real em 2008. Não obstante, enfrentou dura resistência da burocracia e do setor ultraconservador que beneficia-se do regime.

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