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Líder da Al-Qaeda no Iêmen nega prisão em vídeo

Combatentes da Al-Qaeda posam com bandeiras do grupo terrorista no Iêmen, em 24 de maio de 2014 [AFP/Getty Images]
Combatentes da Al-Qaeda posam com bandeiras do grupo terrorista no Iêmen, em 24 de maio de 2014 [AFP/Getty Images]

Khalid Batarfi, líder da Al-Qaeda na Península Árabe (AQAP), radicado no Iêmen, apareceu em vídeo para desmentir que foi preso há alguns meses, na província de al-Mahrah, conforme anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) recentemente.

Na quarta-feira (10), o braço de imprensa da organização terrorista, conhecido como Fundação Al-Malahim, divulgou um vídeo de 20 minutos sob o título “América e a dolorosa luta”, cuja autenticidade foi confirmada pela ong SITE Intelligence Group, que monitora a atividade online de grupos extremistas.

“Os Estados Unidos sofrem hoje da maior onda [de coronavírus] e vivencia as maiores baixas e infecções, com mais de 400 mil mortes pela doença”, descreveu Batarfi, em referência aos números noticiados pela imprensa americana em 19 de janeiro.

Batarfi também mencionou o ataque de apoiadores do ex-presidente Donald Trump ao Capitólio, em 6 de janeiro, com o intuito de frustrar a ratificação parlamentar da vitória eleitoral do presidente Joe Biden.

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“A invasão do Congresso é apenas a ponta do iceberg que representa os turbilhões enfrentados no futuro”, destacou o líder regional da Al-Qaeda, ao alegar que tais incidentes representam parte do “colapso” dos Estados Unidos.

Batarfi citou ainda supostos ataques executados pela organização contra instalações americanas nos Estados Unidos e no exterior.

Em 4 de fevereiro, um relatório da ONU sobre o monitoramento de grupos extremistas anunciou a prisão de Batarfi e a morte de seu sucessor, Saad Al-Awlaki, durante operação militar lançada pelo governo iemenita na cidade de Al-Ghayda, em outubro.

Autoridades iemenitas, porém, não confirmaram a operação, tampouco emitiram qualquer comunicado oficial sobre a questão, mesmo após a publicação do relatório da ONU.

Batarfi nasceu em Riad, capital da Arábia Saudita, em 1979, e tem origem iemenita. Assumiu a liderança do ramo regional da Al-Qaeda em fevereiro de 2020, após seu ex-comandante, Qasim Al-Raymi, ser morto por uma ofensiva americana no Iêmen.

Em janeiro de 2017, Washington pôs Batarfi em sua lista de terroristas globais designados pelo Departamento do Tesouro. Em fevereiro de 2020, anunciou ainda uma recompensa de US$11 milhões por informações que ajudem a prender o líder da Al-Qaeda e seu sucessor.

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