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Trabalhadores do Egito protestam contra liquidação de empresa pública

Trabalhadores da Companhia de Ferro e Aço do Egito organizaram um protesto na sede da empresa, na cidade de Helwan, zona metropolitana do Cairo

Trabalhadores da Companhia de Ferro e Aço do Egito organizaram um protesto na sede da empresa, na cidade de Helwan, zona metropolitana do Cairo, contra a recente decisão de liquidar a instituição estatal.

Os manifestantes exigiram que o governo intervenha para impedir o fechamento da empresa, que deverá resultar na demissão de 8.000 funcionários, segundo informações da rede Youm7. Também reivindicaram investimentos no desenvolvimento da companhia.

Os trabalhadores exortaram o regime egípcio do presidente e general Abdel Fattah el-Sisi a “modernizar a empresa e preservar seus recursos”, estimados em 120 bilhões de libras egípcias, equivalente a US$7.6 bilhões.

Nos últimos dias, uma assembleia geral extraordinária, conduzida pelo presidente da Companhia de Holding das Indústrias de Mineração do Egito, Mohamed el-Saadawi, decidiu dividir a empresa entre o setor de ferro e aço e atividades de mineração, a fim de consolidar uma parceria com a iniciativa privada.

LEIA: Sindicato age contra a liquidação de empresa egípcia de ferro e aço

A assembleia justificou a liquidação aos “altos prejuízos e a incapacidade da empresa em manter suas operações produtivas”.

Fontes locais alegaram que os executivos da empresa planejam realizar negociações com os trabalhadores sobre indenizações “em breve”.

Khaled al-Feki, membro do conselho executivo da Companhia de Holding de Metalurgia do Egito, relatou ao jornal Egypt Independent que a decisão deverá “destruir um dos principais institutos industriais do Oriente Médio, que desenvolveu com orgulho muitos do projetos nacionais egípcios, incluindo a Represa Alta [de Assuã] e estabeleceu novas companhias de ferro e aço em diversas nações árabes, como Argélia e Arábia Saudita”.

Al-Feki reiterou ainda que a empresa fornecia cilindros de oxigênio a hospitais no Egito, para enfrentar o coronavírus. Recentemente, o Egito vivenciou falta de oxigênio em unidades de terapia intensiva (UTIs), situação semelhante a Manaus, no estado brasileiro do Amazonas, embora em menor escala.

LEIA: Não pagamento de dívida do Egito a fabricantes levou à crise de oxigênio, diz fonte empresarial

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