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Mortes por covid estão abaixo da média nos países árabes

O mundo árabe tem um percentual de letalidade por covid-19 menor do que o do Brasil e que a média global

O mundo árabe tem um percentual de letalidade por covid-19 menor do que o do Brasil e que a média global. Somados os 22 países árabes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até hoje são 1,28 milhão de casos e 23,2 mil mortes. A letalidade da covid-19 na média, nesses países, é de 1,8%. No Brasil, são 3,8 milhão de casos e 120,4 mil mortes, taxa de 3,13% de letalidade, muito próxima à média global, de 3,36%. O mundo hoje tem 25,1 milhão de casos e 844,3 mil mortes, segundo a OMS.

O número de casos nos países árabes representa 5,1% do total dos casos. O número de mortes representa 2,75% do total de óbitos no mundo. O país com maior número de casos é a Arábia Saudita, com 314.821 infectados e 3.870 mortos. Já o país com maior número de mortos é o Iraque, com 231.177 casos e 6.959 mortos. Em seguida vem o Egito (foto acima), com 98.727 casos e 5.399 mortos. Outro país que registrou mais de 100 mil casos foi o Catar, com 118.575 ocorrências. No entanto, lá foram apenas 197 mortes.

Entre os países com menor número de óbitos estão as Ilhas Comores, com sete mortes e 423 casos; a Jordânia, com 15 óbitos e 1.966 casos; o Djibuti, com 60 mortes e 5.385 casos; e a Tunísia, com 76 óbitos e 3.685 casos.

ONU e os árabes

No fim de julho, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, divulgou documento sobre a pandemia de coronavírus. Ele afirmou que os países árabes têm chance de se recuperar melhor do que outras regiões no planeta. Segundo Guterres, a pandemia de covid-19 expôs falhas, fissuras e fragilidades nas sociedades e nas economias em todo o mundo, e a região árabe, diz ele, não é uma exceção.

O documento ressalta a “tremenda diversidade e potencial” da região árabe. Mesmo assim, todos os países árabes, seja os ricos em petróleo, de renda média ou os menos desenvolvidos, enfrentam dificuldades na resposta à pandemia, diz o texto.

“A pandemia global expôs desafios endêmicos. A economia regional sofreu vários choques tanto do vírus como da queda acentuada dos preços do petróleo, das remessas e do turismo. As previsões econômicas estão nos níveis mais baixos dos últimos 50 anos. A economia regional deverá cair mais de 5%, com alguns países enfrentando contrações de dois dígitos”, disse Guterres sobre os árabes.

Segundo ele, quatro conjuntos de prioridades podem orientar a resposta para recuperar melhor e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Segundo o secretário-geral da ONU, a região árabe pode ser bem-sucedida nesses objetivos ao aproveitar “ao máximo o notável potencial, compaixão e engenho do seu povo”. “Juntos, podemos transformar uma crise em uma oportunidade. Será bom para a região e para o nosso mundo”, concluiu Guterres.

Alguns países árabes já implementaram medidas de mitigação para lidar com a crise econômica. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram um plano de estímulo de US$ 27 bilhões para ajudar a impulsionar a economia, incluindo subsídios à água e eletricidade para os cidadãos e atividades comerciais e industriais. O Catar anunciou um pacote semelhante de US$ 23 bilhões para apoiar e fornecer incentivos financeiros ao setor privado. A Arábia Saudita anunciou pacote de US$ 13 bilhões para apoiar negócios e pequenas e médias empresas. O Egito anunciou um plano de US$ 6 bilhões para combater o vírus e apoiar o crescimento econômico.

Publicado originalmente em  Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA)

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