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Ex-premiê do Líbano Saad Hariri exige passe livre para formar novo governo

Ex-Primeiro-Ministro do Líbano Saad Hariri visita o túmulo de seu pai, Rafic Hariri, após inspecionar ruas que vivenciaram protestos contra as severas condições econômicas e colapso da moeda libanesa, em Beirute, capital do Líbano, 13 de junho de 2020 [Hussam Shbaro/Agência Anadolu]
Ex-Primeiro-Ministro do Líbano Saad Hariri visita o túmulo de seu pai, Rafic Hariri, após inspecionar ruas que vivenciaram protestos contra as severas condições econômicas e colapso da moeda libanesa, em Beirute, capital do Líbano, 13 de junho de 2020 [Hussam Shbaro/Agência Anadolu]

O ex-Primeiro-Ministro do Líbano Saad Hariri reivindicou passe livre para compor seu próprio gabinete de ministros e tornar-se premiê pela terceira vez, reportou o jornal libanês Al-Akhbar.

Segundo as informações, Hariri exigiu de todas as forças políticas libanesas que o garantam liberdade para selecionar ministros, ao observar que sua única preocupação externa para tanto é obter aprovação da Arábia Saudita, ainda não concedida.

A França já declarou apoio a um terceiro mandato de Hariri, mas o governo em Paris deseja que se estabeleça um consenso geral sobre sua candidatura.

Entretanto, fontes de relevância no Partido do Movimento Patriota Livre, fundado pelo Presidente do Líbano Michel Aoun, destacaram que a experiência prévia demonstrou que Hariri não é reformista, tampouco produtivo.

Fontes anônimas relataram ao jornal que Aoun não é entusiasta da indicação de Hariri como primeiro-ministro.

Segundo as fontes, Hariri não está em posição de estabelecer condições, mas sim o contrário: é preciso impor condições ao ex-premiê. Após protestos populares em todo o Líbano, contra a crise econômica, política e social, Hariri deixou o cargo em janeiro último, após anunciar sua renúncia em outubro de 2019.

Na última semana, seu sucessor, o Primeiro-Ministro do Líbano Hassan Diab renunciou após a enorme explosão que atingiu o porto de Beirute, resultando em cerca de 200 mortos, 6.000 feridos e 300.000 desabrigados.

LEIA: FBI deve juntar-se a inquérito sobre explosão em Beirute, afirma representante dos EUA

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