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Senado do Chile aprova resolução para adotar lei de boicote a produtos de assentamentos

Turista fotografa uma placa pintada em uma parede na cidade de Belém, na Cisjordânia, em 5 de junho de 2015, chamando a boicotar produtos provenientes de assentamentos israelenses [Thomas Coex/ AFP / Getty Images]
Turista fotografa uma placa pintada em uma parede na cidade de Belém, na Cisjordânia, em 5 de junho de 2015, chamando a boicotar produtos provenientes de assentamentos israelenses [Thomas Coex/ AFP / Getty Images]

O Senado chileno aprovou na semana passada uma resolução pedindo ao presidente Sebastian Pinera Echenique que adote uma lei de boicote a produtos de assentamentos israelenses ilegais e proibindo atividades comerciais com empresas que operam nos territórios palestinos ocupados.

A moção foi aprovada em 30 de junho com 29 votos a favor e seis abstenções, e nenhum voto contrário..

A resolução também instou o governo a promover legislação que proíba qualquer empresa envolvida na ocupação israelense de se beneficiar de qualquer contrato ou oferta assinado pelo Chile; aplicar diretrizes de turismo proibindo a promoção de viagens a Israel com uso de fotos de Jerusalém Oriental ou Belém “entre outras cidades palestinas”; proibir qualquer tipo de cooperação, inclusive monetária, com a colonização israelense da Palestina ocupada; e garantir que nenhum benefício tributário seja concedido a qualquer organização que opere no Chile se estiver envolvida na ocupação da Palestina.

Ontem, o presidente do Conselho Nacional Palestino, Salim Al-Zanoun, agradeceu ao Senado por sua decisão, que afirmou constituir uma vitória pelo direito de “nosso povo estabelecer um estado independente com sua capital, Jerusalém, nas fronteiras de 4 de junho de 1967. ” E por reafirmar o consenso internacional sobre a aplicação do direito internacional e os termos de referência do processo de paz.

Em 2 de julho, o Chile, país com a maior população de palestinos da América Latina, iluminou sua Torre Telefônica com o lenço (kufiyeh) palestino em apoio ao povo palestino e rejeitou os planos de Israel de anexar cerca de 30% da Cisjordânia ocupada

LEIA: Chegada palestina ao Chile, o começo da história na América Latina

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