O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo que Teerã “quer fazer um acordo” para encerrar a guerra, prevendo uma rápida queda nos preços dos combustíveis no país assim que as hostilidades terminarem, informou a Anadolu.
“Olha, isso pode terminar antes das eleições legislativas, mas vai terminar depois das eleições legislativas”, disse Trump a repórteres na Irlanda, onde participou do torneio de golfe Amgen Irish Open, realizado no resort Trump International Golf Links, de sua propriedade.
Ele acrescentou que os preços da gasolina “vão despencar” após o fim das hostilidades. O preço médio da gasolina nos EUA era de US$ 4,31 por galão no domingo, acima dos US$ 4,07 registrados um mês antes e dos US$ 3,19 de um ano atrás, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA).
O líder americano observou que autoridades iranianas estão “ligando constantemente” para chegar a um acordo, mas advertiu que seu governo só aceitará um acordo favorável, afirmando: “Não vou fazer um acordo que não seja bom”.
A agência iraniana Mehr News rejeitou as declarações de Trump como “absurdas”, argumentando que o líder americano estaria tentando justificar os crescentes problemas econômicos internos alimentados pelo confronto.
Reafirmando o principal objetivo da campanha militar, Trump enfatizou que o adversário deve ser impedido de obter capacidade nuclear: “O Irã não pode ter uma arma nuclear, e não terá uma arma nuclear”.
Ao responder a perguntas sobre os recentes contatos diplomáticos entre países do Golfo e Teerã, o presidente americano descartou qualquer preocupação pessoal. “Eu não me importo. Isso cabe a eles”, disse Trump, antes de levantar a possibilidade de manter uma presença americana para controlar os recursos energéticos da região. “No fim, vamos sair, a menos que decidamos ficar e ficar com o petróleo, como na Venezuela”, acrescentou.
A guerra em curso com o Irã, agora em seu sétimo mês, já matou 18 militares americanos e provocou uma volatilidade persistente nas rotas globais de energia.






