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Ministro da Cultura de Israel busca revogar cidadania dos diretores do filme “NAZA”

14 de setembro de 2026, às 06h17

Yuval Abraham e Rachel Szor recebem o Prêmio Especial do Júri por “NAZA” durante a cerimônia de encerramento do 83º Festival Internacional de Cinema de Veneza, em 12 de setembro de 2026, em Veneza, Itália. [Primo Barol – Anadolu Agency]

O ministro israelense da Cultura e dos Esportes, Miki Zohar, afirmou na noite de domingo que buscará revogar a cidadania israelense dos diretores do filme israelense NAZA, depois que a produção venceu o Prêmio do Júri no 83º Festival Internacional de Cinema de Veneza.

O filme foi dirigido pelos jornalistas israelenses vencedores do Oscar Yuval Abraham e Rachel Szor (Reino Unido). Alguns críticos apontavam a produção como uma das favoritas ao Leão de Ouro de melhor filme, depois que recebeu uma ovação de 25 minutos após sua estreia.

Em um comunicado, Zohar afirmou: “Como ministro da Cultura, agirei imediatamente para revogar a cidadania israelense desses criadores desprezíveis por traição ao Estado”.

Zohar descreveu a vitória de NAZA no Festival de Cinema de Veneza como “chocante”, acrescentando que “o ódio ardente que os cineastas sentem por si mesmos e sua disposição de prejudicar sua pátria para receber aplausos de antissemitas em todo o mundo são inacreditáveis e constituem traição ao Estado”.

O filme, que foi incluído na programação do festival em uma etapa tardia, apresenta depoimentos de soldados israelenses sobre a guerra em Gaza e sobre o que eles descrevem como o assassinato sistemático de civis palestinos.

A produção recebeu uma ovação de pé de 25 minutos, a mais longa da história do festival.

A ovação superou os 24 minutos de aplausos recebidos por The Voice of Hind Rajab após sua estreia no ano passado. O filme, que conta a história de uma menina de seis anos morta em Gaza, recebeu o segundo maior prêmio do festival, o Leão de Prata.