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Likud busca impedir duas listas árabes de disputar as próximas eleições para o Knesset

14 de setembro de 2026, às 06h18

Visão geral do Knesset (Parlamento israelense), em Jerusalém. [Foto/AA]

O partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo que pretende apresentar pedidos para impedir que a Lista Conjunta e a Lista Árabe Unida (Ra’am) disputem as próximas eleições para o Knesset, previstas para outubro.

“O Likud apresentará pedidos para impedir que a Lista Conjunta e Ra’am participem das eleições”, afirmou o partido em comunicado.

A legenda alegou que “não há lugar no Knesset para aqueles que insultam soldados do exército israelense e não conseguem dizer que Hamas e Hezbollah são organizações terroristas”.

O Likud também descreveu as duas listas árabes como “apoiadoras do terrorismo” durante seu ataque a Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar.

O partido afirmou que as duas listas são “parceiras naturais” de Eisenkot e alegou que ele pretende formar um governo com elas, juntamente com os líderes da oposição Yair Golan e Avigdor Lieberman.

“Isso não pode ser permitido”, afirmou o Likud.

Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tornou-se um dos principais rivais eleitorais de Netanyahu.

A Lista Conjunta foi criada em 2015 como uma aliança de quatro grandes partidos árabes: Hadash, Balad, Ta’al e Ra’am. Desde então, passou por diversas divisões e mudanças, e atualmente Hadash, Balad e Ta’al formam a aliança.

Ra’am, liderado por Mansour Abbas, rompeu com a Lista Conjunta e agora disputa as eleições para o Knesset de forma independente. O partido tem raízes no ramo sul do Movimento Islâmico e, em 2021, tornou-se a primeira lista árabe a integrar uma coalizão de governo em Israel.