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GAFP condena proibição de entrada de Israel contra seu presidente, o deputado Jeremy Corbyn, e outras figuras públicas britânicas

13 de setembro de 2026, às 06h59

O ex-líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, discursa durante um protesto contra o ataque do Exército israelense contra civis deslocados em Al-Mawasi, em 12 de setembro de 2024, em Londres, Reino Unido. [Raşid Necati Aslım – Anadolu Agency]

A Global Alliance for Palestine (GAFP) divulgou um comunicado condenando veementemente a decisão do governo israelense de proibir a entrada de seu presidente do Comitê Diretor, o deputado Jeremy Corbyn, juntamente com outras onze figuras públicas britânicas, em Israel e nos Territórios Palestinos Ocupados.

A GAFP declarou: “Essa decisão ocorre diretamente após a notícia de que o governo do Reino Unido imporá restrições comerciais e proibições de importação a produtos produzidos em assentamentos ilegais na Cisjordânia. Na realidade, essa proibição de entrada não mudará nada. Ela não silenciará Jeremy Corbyn, nem dissuadirá qualquer um dos alvos da medida de continuar sua luta determinada pelos direitos, pela justiça e pela autodeterminação do povo palestino. Em vez disso, essa proibição serve apenas para expor as medidas arbitrárias e agressivas que a administração israelense emprega rotineiramente em uma tentativa de suprimir, intimidar e punir qualquer pessoa que revele a realidade de sua ocupação ilegal e exija o cumprimento do direito internacional.”

O comunicado acrescentou: “Somos firmemente contrários a essa medida não apenas porque ela constitui uma tentativa explícita de silenciar representantes democráticos e vozes da sociedade civil, mas porque busca proteger políticas ilegais do devido escrutínio e da responsabilização perante a comunidade internacional.”

A GAFP afirmou que é profundamente revelador que, mesmo após a notícia dessas restrições comerciais, Jeremy Corbyn tenha continuado a pressionar o governo britânico a ir além — exigindo o fim completo da cooperação militar, um embargo total de armas e responsabilização perante os tribunais internacionais.

“A tentativa de atacá-lo é uma resposta direta a essa postura inabalável. Essa medida constitui um claro testemunho da liderança baseada em princípios do presidente Corbyn e de seu compromisso inabalável com a causa palestina ao longo de décadas de atuação dedicada”, afirmou o comunicado.

A GAFP enfatizou que não considera essas ações um revés, mas “uma confirmação do impacto da oposição baseada em princípios à ocupação ilegal. Negar a entrada de parlamentares, advogados e defensores dos direitos humanos não pode obscurecer a realidade no terreno, tampouco pode diminuir o movimento global por justiça.”