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Palestinos condenam execução israelense a sangue frio de rapaz em Nablus

Palestinos carregam o corpo de um menino de 16 anos executado a tiros por forças israelenses em Nablus, na Cisjordânia ocupada, 23 de novembro de 2022 [Nedal Eshtayah/Agência Anadolu]
Palestinos carregam o corpo de um menino de 16 anos executado a tiros por forças israelenses em Nablus, na Cisjordânia ocupada, 23 de novembro de 2022 [Nedal Eshtayah/Agência Anadolu]

A Autoridade Palestina (AP) e outras facções nacionais condenaram a execução a sangue frio de um jovem palestino na cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada, por soldados israelenses.

Em nota, o Presidente da AP Mahmoud Abbas reiterou: “O assassinato a sangue frio de Ammar Mefleh, de 22 anos, nas mãos de um soldado israelense, no distrito de Huwwara, em Nablus, é um verdadeiro crime hediondo”.

“Tais crimes se converteram em política oficial de sucessivos governos israelenses e demandam intervenção urgente para conferir proteção internacional aos palestinos indefesos”, prosseguiu Abbas. “O silêncio internacional e a impunidade encorajam tais governos a cometer mais e mais crimes contra o povo palestino”.

Ataques contra crianças palestinas – incluindo prisões – são uma prática cotidiana da política de Israel [Sabaaneh/MEMO]

Ataques contra crianças palestinas – incluindo prisões – são uma prática cotidiana da política de Israel [Sabaaneh/MEMO]

O Ministério de Relações Internacionais da AP, em nota, responsabilizou diretamente o governo israelense “pelo crime atroz que demonstra mais outra vez planos pré-determinados de escalar o conflito e expandir o escopo dos assassinatos e ataques contra os palestinos.

O primeiro-ministro palestino Mohammad Shtayyeh manifestou “choque e indignação sobre o doloroso registro de um jovem fatalmente baleado a queima-roupa por um soldado israelense”.

Segundo Shtayyeh, o soldado “sabe que não será responsabilizado pelo crime; logo, certamente o repetirá”.

O movimento Hamas condenou “o crime odioso que somente fará do povo palestino ainda mais determinado em resistir à ocupação”. E advertiu: “O assassinato criminoso por Israel de dez civis palestinos nos últimos três dias, por toda a Palestina ocupada, não ficará sem resposta”.

Tareq Izzidine, porta-voz do movimento de Jihad Islâmica na Cisjordânia ocupada, reforçou o alerta: “Este crime não passará sem punição! A resistência retaliará por Ammar Mefleh e todos os outros mártires mortos pela ocupação a sangue frio, diante dos olhos de todo o mundo”.

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