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Protestos crescem no Irã: regime corta internet, relatos apontam dezenas de mortos

Protesto contra o assassinato de Mahsa Amini, jovem iraniana que faleceu em custódia da ‘polícia de moralidade’, na cidade de Teerã, em 19 de setembro de 2022 [Stringer/Agência Anadolu]

Autoridades iranianas cortaram a internet em partes da capital Teerã e da região do Curdistão, além de bloquear acesso a plataformas de redes sociais, como WhatsApp e Instagram, à medida que crescem os protestos contra a morte de Mahsa Amini, em custódia da chamada “polícia de moralidade” da república islâmica.

As manifestações chegaram a seu sexto dia consecutivo. Relatos apontam dezenas de mortos.

Amini – cidadã de somente 22 anos, nativa do Curdistão iraniano – faleceu na última semana, pouco depois de ser presa e transferida a uma delegacia de costumes em Teerã, sob acusação de vestir-se de forma “inadequada”. Autoridades alegam que Amini adoeceu na cadeia; seu pai, no entanto, reportou sinais de tortura.

Sua morte deflagrou uma nova onda de indignação popular no território iraniano. Os protestos tiveram início no noroeste curdo, mas se propagaram a cerca de 50 cidades e aldeias do país.

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A televisão estatal afirmou nesta quinta-feira (22) que 17 pessoas morreram desde o início dos protestos, incluindo manifestantes e policiais. Contudo, o grupo Iran Human Rights – radicado em Oslo – confirmou ao menos 31 mortes.

Manifestantes em diversas cidades, incluindo na capital Teerã, atearam fogo a carros policiais e duas delegacias.

A Guarda Revolucionária do Irã – unidade de elite do exército nacional – pediu ao judiciário que identifique e processe “aqueles que espalham rumores e notícias falsas” nas redes sociais e nas ruas e que põem em risco “a segurança psicológica da sociedade”.

Ainda nesta quinta, os Estados Unidos confirmaram uma nova rodada de sanções econômicas à “polícia de moralidade” e agentes de segurança do Irã, ao citar a morte de Amini em custódia e a repressão brutal contra os manifestantes.

A Secretária do Tesouro Janet Yellen afirmou que as sanções “demonstram o claro compromisso do governo de Joe Biden … em defender os direitos humanos e os direitos das mulheres no Irã e em todo o mundo”.

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