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Protestos crescem e Irã considera restringir a internet por ‘razões de segurança’

O acesso à internet no Irã pode ser interrompido por “razões de segurança”, disse o ministro das Comunicações hoje pela agência de notícias semi-oficial ISNA, em meio a protestos generalizados após a morte de uma jovem detida pela policia, informou a Reuters.

“Devido a questões de segurança e aos debates que ocorrem atualmente no país, as restrições à internet podem ser decididas e aplicadas pelo aparato de segurança, mas no geral não tivemos nenhuma redução de largura de banda”, disse Issa Zarepour.

Mahsa Amini, 22, morreu na sexta-feira depois de entrar em coma após sua prisão em Teerã no início da semana, colocando em evidência a violação aos direitos das mulheres no Irã.

A polícia rejeitou as suspeitas levantadas nas redes sociais de que ela foi espancada, e afirmou que ela “adoeceu” enquanto estava ao lado outras mulheres detidas. No entanto, seu pai disse que ela não tinha condições de saúde comprometidas antes de sua prisão.

LEIA: Polícia iraniana mata cinco em protestos contra morte de jovem em custódia

A ONU pediu uma investigação sobre sua morte. “A trágica morte de Mahsa Amini e as alegações de tortura e maus-tratos devem ser investigadas prontamente, imparcialmente e efetivamente por uma autoridade competente independente, que garanta, em particular, que sua família tenha acesso à justiça e à verdade”, disse a comissária interina da ONU Nada Al- disse Nashif.

“As autoridades devem parar de perseguir, assediar e deter mulheres que não cumprem as regras do hijab”, acrescentou Nashif em comunicado.

Mulheres queimaram seus hijabs durante protestos em todo o país após a morte de Amini.

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