Israel decidiu manter a proibição de acesso de representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos prisioneiros palestinos, apesar de alegar permitir visitas pela primeira vez desde outubro de 2023, quando eclodiu o genocídio em Gaza.
As informações foram reportadas nesta sexta-feira (8) pelo jornal israelense Haaretz.
“O governo israelense informou a Suprema Corte que permitiria a representantes da Cruz Vermelha visitar prisões que contém palestinos em custódia de segurança [sic], embora mantenha proibição de que a organização se reúna individualmente com os prisioneiros”, declarou o Haaretz.
Segundo a reportagem, a decisão se deu sob orientações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foragido em 120 países sob mandado de prisão por crimes de guerra e lesa-humanidade, emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.
Detalhes indicam que a Cruz Vermelha poderá enviar equipes a quatro campos prisionais e conduzir encontros com as autoridades carcerárias, contudo, sem acesso privado aos prisioneiros. Não há, porém, data prevista para as primeiras visitas.
Dados da Comissão de Assuntos dos Prisioneiros e Ex-Prisioneiros Palestinos estimam ao menos 9.600 palestinos em custódia da ocupação, incluindo 84 mulheres e 350 menores de idade. Ao menos 1.251 palestinos de Gaza seguem encarcerados sem acusação, sob a chamada de Lei dos Combatentes Ilegais de Israel.
A Sociedade dos Prisioneiros Palestinos documentou ao menos 89 mortes nos presídios da ocupação, cinquenta e dois de Gaza. Alerta-se, porém, para subnotificação.







