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Shin Bet e a polícia israelense travaram uma disputa sobre como lidar com o funeral de Shireen Abu Akleh

A Agência de Segurança Geral de Israel (Shin Bet) e a polícia israelense travaram uma disputa sobre como lidar com o cortejo fúnebre da jornalista palestina morta Shireen Abu Akleh, informou a Agência Anadolu, citando a emissora nacional Kan.

A Kan apontou que a Shin Bet recomendou permitir que o funeral fosse realizado sem interrupção, mas a polícia optou por dispersar violentamente os enlutados.

A dispersão da procissão “levou a confrontos violentos entre a polícia e os enlutados, bem como a condenação internacional”, relatou a Kan.

Enquanto isso, o aparato de segurança israelense rejeitou a reportagem da Kan, insistindo que “a Shin Bet e a Polícia de Israel trabalham em estreita colaboração um com o outro”.

Israel assassinou a jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh em 11 de maio, enquanto ela cobria o ataque do exército de ocupação ao campo de refugiados de Jenin. A profissional de imprensa de 51 anos estava vestindo um colete à prova de balas exibindo claramente a palavra “Press” e estava de capacete, mas ainda foi baleada na cabeça por um atirador israelense. Seus colegas também foram baleados enquanto tentavam resgatá-la.

Os carregadores de caixão em seu funeral também foram espancados com cassetetes enquanto a polícia de Israel reprimia seu cortejo fúnebre quando passava pela Jerusalém Oriental ocupada.

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No rescaldo do ataque, a administração do Hospital St. Joseph anunciou que pretende apresentar uma queixa contra a polícia e o Estado de Israel nos tribunais em Israel e no exterior.

Imediatamente após o ataque fúnebre, o chefe de polícia israelense, Kobi Shabtai, e o ministro da Segurança Pública, Omer Bar-Lev, anunciaram a formação de uma equipe de investigação para examinar o comportamento da polícia e apresentar os resultados dentro de alguns dias; no entanto, os resultados ainda não foram publicados.

A polícia de Israel alegou que o funeral violou o acordo alcançado com a família Abu Akleh, que estipulava que um comboio de cerca de 20 carros deixaria o hospital em Sheikh Jarrah com o caixão de Shireen para a igreja na Cidade Velha.

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