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Chancelaria do Sudão nega responsabilidade por visita de oficiais a Israel

Mohamed Hamdan Daglo, vice-presidente do Conselho Militar Transicional do Sudão, durante negociações para renovar o cessar-fogo entre a Frente Revolucionária e o governo central, em Juba, Sudão do Sul, 14 de dezembro de 2019 [ALEX MCBRIDE/AFP via Getty Images]

O Ministério de Relações Exteriores do Sudão afirmou ontem (13) que não é responsável por qualquer visita ou discussão realizada por oficiais fora da agenda política formalizada pelo governo, de modo que tais iniciativas contornam o órgão executivo.

Segundo a imprensa, no sábado (9), uma delegação sudanesa visitou Israel, liderada pelo tenente-general Mohamed Hamdan Daglo, vice-presidente do órgão militar de governo, junto do tenente-general Mirghani Idris, diretor-geral da Indústria Militar do Sudão.

Em comunicado, a chancelaria insistiu ser a “única parte designada sobre relações exteriores, conforme documento constitucional, costumes internacionais e decisões do gabinete”.

Não obstante, reiterou “realizar suas tarefas e funções em coordenação com trabalho externo de todas as agências do governo, profissional e institucionalmente”.

A nota do ministério ocorre em meio a uma escalada de tensões entre componentes civis e militares da autoridade transicional do Sudão, após comandantes do exército alegarem frustrar uma tentativa de golpe de estado, no último mês.

O Sudão concordou em normalizar laços com a ocupação israelense em 2020, sob esforços do então Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em troca da remoção do país norte-africano da lista de estados patrocinadores do terrorismo.

LEIA: Normalização faz árabes abraçarem Israel, afirma presidente israelense

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