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Palestina alerta para colapso fiscal, a menos que Israel libere recursos tributários

Palestinos protestam por boicote contra os produtos de Israel, em resposta ao corte no envio de recursos tributários à Autoridade Palestina, em Ramallah, Cisjordânia ocupada, 6 de agosto de 2019 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]

A crise financeira que assola Ramallah deve piorar bastante no futuro próximo, a menos que Israel libere os recursos tributários retidos arbitrariamente, alertou o Ministro das Finanças da Autoridade Palestina (AP) Shukri Bishara.

Durante reunião com doadores e enviados estrangeiros, Bishara esmiuçou a situação financeira da Autoridade Palestina e a pressão exercida pelo governo israelense, incluindo ao reter e deduzir ilegalmente recursos tributários palestinos.

“O sr. Bishara informou claramente os representantes da comunidade internacional que o governo [palestino] exauriu as opções disponíveis para garantir suas finanças e não recorrerá mais a empréstimos bancários”, declarou o ministério em nota.

Segundo o comunicado, Bishara destacou ainda a necessidade de reformas na relação econômica entre Ramallah e Tel Aviv, assim como no mecanismo estabelecido para liberação de impostos — “que tornou-se ferramenta para perpetuar a ocupação”.

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“Bishara exortou a comunidade internacional a assumir todos os esforços diplomáticos necessários para que Israel responda às demandas palestinas e retomar o apoio estrangeiro ao que era antes de 2018”, prosseguiu o ministério.

O ministro explicou ainda aos doadores que a ajuda internacional ao tesouro palestino caiu em até 90%, entre 2021 e o ano anterior.

A Autoridade Palestina luta com seu orçamento desde 2018, quando o então Presidente dos Estados Unidos Donald Trump cortou recursos da UNRWA — agência das Nações Unidas responsável pelo apoio aos refugiados palestinos na região.

Israel também começou a deduzir parte dos recursos tributários que coleta em nome de Ramallah, ao alegar que é utilizado para indenizar famílias de mártires e prisioneiros, acusados de cometer “atos terroristas” contra a ocupação.

O atual presidente americano Joe Biden restaurou a ajuda aos palestinos à escala de US$200 milhões, após assumir posse em janeiro deste ano.

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