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Israel não removerá assentamentos da Cisjordânia, afirma Gantz

Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco (Kahol Lavan), durante coletiva de imprensa após seu fracasso em compor um governo, em Tel Aviv, 20 de novembro de 2019 [Amir Levy/Getty Images]

O Ministro da Defesa de Israel Benny Gantz afirmou em entrevista ao site de notícias Foreign Policy que Tel Aviv não removerá nenhum assentamento ilegal da Cisjordânia ocupada e pretende mantê-los por um longo período.

Gantz abordou uma série de questões, incluindo Palestina, Irã e região.

“Precisamos de duas entidades políticas ali [Cisjordânia]”, alegou o ex-general.

Gantz reuniu-se com o Presidente da Autoridade Palestina (AP) Mahmoud Abbas há duas semanas e discutiu pautas críticas, como estabilidade nos territórios ocupados e cooperação de segurança com o governo em Ramallah.

“Abbas ainda sonha com as fronteiras de 1967 — isso não vai acontecer”, enfatizou o ministro, em referência à base legal para uma retirada israelense da Cisjordânia ocupada, como prerrogativa a uma solução do conflito.

“Ele [Abbas] tem de perceber que ficaremos ali … Não removeremos nenhum assentamento”, acrescentou Gantz à reportagem publicada ontem (15).

Apesar das críticas que sofreu devido à reunião em Ramallah, Gantz insistiu que manter laços com Abbas e sua autoridade é de “extrema importância”.

Cerca de meio milhão de colonos judeus vivem em mais de 250 assentamentos e postos avançados coloniais nas terras ocupadas da Cisjordânia e Jerusalém Oriental — sua presença é considerada contravenção flagrante da lei internacional.

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