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Palestinos tomam as ruas contra abusos nas cadeias de Israel

Após a fuga de seis prisioneiros palestinos da prisão de alta segurança Gilboa, em Israel, no norte do país, as forças de ocupação estão reprimindo os prisioneiros dentro de todas as prisões, incluindo retirá-los de suas celas e impedir as visitas de familiares.

Milhares de palestinos tomaram as ruas em Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza nesta quarta-feira (8), em solidariedade a prisioneiros que enfrentam abusos israelenses após a fuga de seis detentos da penitenciária de segurança máxima de Gilboa.

Após escaparem os prisioneiros em questão, forças da ocupação passaram a agredir palestinos ainda em custódia, transferi-los arbitrariamente e interromper visitas.

Palestinos de Gaza exibiram cartazes com palavras de ordem como “Todo apoio aos prisioneiros” e “Libertaremos nossos combatentes da liberdade”.

Durante as manifestações, Iyad Abu Fannouneh, líder do movimento Hamas e ex-prisioneiro exilado em Gaza, reafirmou: “Nosso povo e nossa resistência não deixarão os prisioneiros sozinhos diante da opressão e prepotência de seus carcereiros”.

Daud Shehab, líder do movimento Jihad Islâmica, enfatizou: “O povo palestino está unido em apoio aos prisioneiros palestinos. A questão é consenso nacional”.

Em Ramallah e Nablus, na Cisjordânia ocupada, centenas de palestinos também ergueram faixas e cartazes: “Protegeremos os prisioneiros com nossa alma”, “Os prisioneiros são heróis” e “Prisioneiros não são criminosos, mas sim combatentes da liberdade”.

Por sua vez, palestinos detidos reagiram à repressão israelense ao queimar tendas e celas nas cadeias da ocupação.

LEIA: Israel prende parentes de fugitivos palestinos

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