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Tensão aumenta nas prisões israelenses após medidas punitivas contra os detentos palestinos

As forças israelenses fecharam o posto de controle de Jalamah entre a cidade de Jenin na Cisjordânia e Israel depois que seis prisioneiros palestinos escaparam da prisão israelense, em 06 de setembro de 2021 em Jenin, Cisjordânia. [Nedal Eshtaya/Agência Anadolu]

A tensão tem aumentado na maioria das prisões israelenses após as medidas punitivas anunciadas pelas autoridades israelenses contra os presos palestinos, disse na quarta-feira uma ONG de presos palestinos, segundo a Agência Anadolu.

As novas medidas de Israel foram anunciadas em resposta à fuga de seis palestinos da prisão de Gilboa, ao norte de Israel, fortemente vigiada.

Em uma declaração, a Sociedade dos Prisioneiros Palestinos (PPS) disse que os prisioneiros palestinos nas prisões Negev e Rimon, no sul de Israel, incendiaram suas celas, protestando contra os abusos e ameaças de Israel contra eles.

De acordo com a mesma fonte, os detentos palestinos, na seção 6 da prisão de Negev, incendiaram sete das doze celas, enquanto os prisioneiros da prisão de Rimon invadiram duas celas.

As forças especiais israelenses também invadiram várias prisões onde agrediram os detentos e transferiram alguns para outras prisões.

“Após a histórica fuga de seis palestinos das prisões sionistas, as autoridades israelenses de ocupação iniciaram uma campanha de repressão em massa: brutalizando prisioneiros, prendendo e mantendo reféns alguns parentes dos fugitivos, e colocando a Cisjordânia ocupada em isolamento”, escreveu o ativista palestino Mohammed El-Kurd. “Autoridades e unidades especiais na prisão de Naqqab têm torturado prisioneiros palestinos, algemando-os e amarrando-os, confiscando seus pertences, e soltando cães da polícia sobre eles. Em resposta, os prisioneiros atearam fogo em algumas seções da prisão hoje cedo”.

“As autoridades de ocupação foram claramente surpreendidas pela fuga da prisão, empregando medidas de punição coletiva para intimidar o resto dos prisioneiros. Prisioneiros e aliados fizeram soar um alarme geral, exigindo protestos por toda parte contra estes brutais ataques israelenses”, disse ele. “Neste momento, os palestinos no sul de Nablus ocupado estão enfrentando as forças de ocupação israelenses, em protesto contra a repressão brutal dos palestinos nas prisões sionistas. O golpe baixo draconiano de sequestro das famílias dos fugitivos para usar como moeda de troca está de fato muito de acordo com a ideologia do sionismo”.

O PPS acrescentou que a tensão aumentaria entre os detentos palestinos e a equipe do serviço penitenciário israelense que tem como alvo detentos do grupo da Jihad Islâmica, pois acredita-se que a maioria dos seis fugitivos seja filiada ao grupo.

A declaração dizia que todos os detentos palestinos anunciaram que enfrentariam quaisquer medidas punitivas impostas a eles.

O grupo de resistência Hamas, por sua vez, advertiu Israel contra os “ataques contínuos contra os prisioneiros palestinos”.

Em uma declaração, o líder do Hamas, Mousa Dudin, apelou ao povo palestino “em todos os lugares” para “escalar” contra a ocupação israelense.

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“Os ataques israelenses contra os prisioneiros palestinos e suas famílias não nos impedirão de continuar a resistência”, afirmou ele.

O serviço penitenciário israelense ainda não comentou este desenvolvimento.

Enquanto isso, o exército israelense continua sua operação de busca na tentativa de encontrar os seis palestinos que fugiram da prisão.

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