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Tribunal da Suécia acusa iraniano por crimes de guerra e assassinatos cometidos em 1988

As pessoas visitam o Holy Defense Museum dedicado à Guerra Irã-Iraque (1980-1988) [Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency].

Um cidadão iraniano de 60 anos foi acusado na Suécia de suspeita de crimes de guerra cometidos no Irã em 1988, quando cerca de cinco mil prisioneiros políticos foram executados sob ordens do governo, disse a promotora de Estocolmo na terça-feira, segundo a Reuters.

O homem, cujo nome os promotores não divulgaram, está sob custódia na Suécia há quase dois anos e é suspeito de ter desempenhado um papel de liderança no assassinato em massa, disseram os promotores.

“É um cidadão iraniano que acusamos de crimes de guerra e assassinato no Irã cometidos em 1988”, disse a promotora Kristina Lindhoff Carleson à Reuters.

O homem acusado afirma ser inocente, disseram os promotores. A Reuters não conseguiu contatar imediatamente seu advogado por telefone.

O homem era um funcionário do Ministério Público que trabalhava na prisão de Gohardasht em Karaj, Irã, disse Lindhoff Carleson.

O assassinato em massa de 1988 visou membros dos Mujahideen do Povo Iraniano, que lutavam em partes do Irã, bem como outros dissidentes políticos, tais como grupos de esquerda.

Os Mujahideen estavam cooperando com o exército iraquiano, que estava em guerra com o Irã na época, disse Lindhoff Carleson, acrescentando que a conexão com o conflito Irã-Iraque era a razão pela qual as execuções de membros do grupo eram tratadas como crimes de guerra, violando o direito internacional.

O assassinato de outros dissidentes políticos esta sendo tratado como assassinato, disse ela.

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