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Ben and Jerry’s congelará as vendas de sorvete nos assentamentos da Cisjordânia

Um pote de sorvete Ben and Jerry's, fabricado pela Unilever Plc, em um freezer de um supermercado Morrisons, operado pela Wm Morrison Supermarkets Plc, em Saint Ives, Reino Unido, na quarta-feira, 19 de agosto de 2020 [Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Imagens]
Um pote de sorvete Ben and Jerry's, fabricado pela Unilever Plc, em um freezer de um supermercado Morrisons, operado pela Wm Morrison Supermarkets Plc, em Saint Ives, Reino Unido, na quarta-feira, 19 de agosto de 2020 [Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Imagens]

Ben and Jerry’s anunciou hoje que “encerrará as vendas do sorvete no Território Palestino Ocupado”, em outra grande vitória do movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).

Em um comunicado publicado em seu site, a empresa disse: “Acreditamos que é inconsistente com nossos valores que o sorvete Ben & Jerry’s seja vendido no Território Palestino Ocupado (OPT, na sigla em inglês). Também ouvimos e reconhecemos as preocupações compartilhadas conosco por nossos fãs e parceiros de confiança”.

A decisão não terá efeito imediato, disse a empresa, uma vez que deve honrar os contratos existentes, mas “não renovaremos o contrato de licença quando expirar no final do próximo ano”.

Ben and Jerry’s continuará a ser vendido em Israel.

A empresa tem sido alvo da campanha de boicote há anos, depois que, em 2011, Vermonters por uma Paz Justa na Palestina/Israel (VTJP, na sigla em inglês) iniciou uma discussão com Ben & Jerry’s em South Burlington, Vermont, sobre sua relação contratual de longa data com uma franquia israelense que fabrica sorvete em Israel e os vende em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

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Desde 2013, milhares de indivíduos e 239 organizações em 20 países, incluindo Israel, e do Distrito de Columbia e dos territórios palestinos ocupados, apelaram à Ben & Jerry’s para honrar sua Missão Social cortando os negócios de sua franquia com assentamentos israelenses.

A empresa afirma claramente em seu site que acredita em “usar nossos negócios para tornar o mundo um lugar melhor”, inclusive por meio do compromisso “de honrar os direitos de todas as pessoas de viver com liberdade, segurança, autoestima e liberdade de expressão e protesto” e “obtenção de igualdade, oportunidade e justiça para comunidades em todo o mundo que foram historicamente marginalizadas”.

Quando Jeff Furman, presidente do Conselho de Administração da Ben & Jerry’s, viajou para a Palestina Ocupada em 2012 com um grupo de líderes americanos dos direitos civis, ele descreveu o que viu lá como “apartheid”, mas nada mudou na política da empresa.

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