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Iraque recorre à ONU para garantir os direitos à água proveniente do Irã

Pescadores no principal porto de Maqil, na cidade iraquiana de Basra, sul do Iraque, com vista para o rio Shatt al-Arab, formado pela confluência do Eufrates e do Tigre, em 3 de novembro de 2020 [HUSSEIN FALEH/AFP via Getty Images].

O Ministro dos Recursos Hídricos do Iraque, Mahdi Rashid Al-Hamdani, anunciou que seu país encaminhará uma reclamação às Agências das Nações Unidas para garantir os direitos à água proveniente do Irã, observando que a liberação de água pelo Irã havia chegado a zero.

Nas observações relatadas pela Agência de Notícias Oficial do Iraque (INA), neste domingo, Al-Hamdani declarou: “A situação não pode permanecer sem um acordo com os países costeiros a respeito das liberações de água”, com referência ao Irã e à Turquia.

“Os iranianos não mostraram nenhuma resposta [positiva] e ainda cortaram a água dos rios Sirwan, Karun, Karkheh, Alwand e riachos, causando graves danos aos residentes de Diyala (província no leste do Iraque) que dependem da água proveniente do Irã”, acrescentou ele.

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O ministério iraquiano da água explicou que a província de Diyala sofre de grave escassez de água devido à falta de chuva, corte da água dos rios e riachos por parte dos países vizinhos, além de um deficiente armazenamento e a má distribuição de água do Lago Hamrin, a nordeste da província, que é a maior reserva de água em Diyala.

Al-Hamdani explicou que Bagdá havia se aproximado do Irã e da Turquia para discutir o acordo sobre um protocolo de compartilhamento de água, mas ainda não recebeu uma resposta.

O Iraque depende dos rios Tigre e Eufrates, que são responsáveis por mais de noventa por cento da água doce do país.

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