O primeiro-ministro iraquiano, Mustafa Al-Kadhimi, disse ontem que o líder espiritual dos muçulmanos xiitas do Iraque, o grande aiatolá Sayyid Ali Al-Sistani, advertiu contra o uso de sua fatwa, que levou à criação das Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês) em 2014 para enfrentar o Daesh, por ganhos políticos ou econômicos em favor de projetos nãonacionais.
Em uma declaração emitida no 7º aniversário da opinião legal não vinculativa de Sistani, Al-Kadhimi disse: “Nosso amado país passou por circunstâncias muito difíceis naqueles dias, que o colocaram diante de um perigoso desafio existencial, se não fosse pela proteção de Deus e pela fatwa emitida pela autoridade suprema, o Sr. Ali Al-Sistani, que deteve este monstro terrorista que assustou o mundo inteiro”.
“A fatwa levou à eliminação desta organização durante um período que o mundo não poderia ter imaginado”, acrescentou.
Al-Kadhimi disse que a fatwa emanou do espírito patriótico de Al-Sistani, que só responde à sua identidade iraquiana, deixando as linhas sectárias e étnicas separadas.
LEIA: Atiradores assassinam alto funcionário da inteligência iraquiana
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