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Israel, principal inimigo da mídia em 2021

A jornalista da Al Jazeera Givara Budeiri é vista após sua libertação de uma delegacia em Jerusalém Oriental, em 6 de junho de 2021 [Ahmad Gharabli/AFP via Getty Images]

Citando as violações flagrantes de jornalistas e funcionários da mídia em Jerusalém e Gaza, o Centro Palestino para os Direitos Humanos rotulou Israel como o principal inimigo do jornalismo e da mídia em 2021, segundo um comunicado ontem.

A organização citou a detenção violenta, pelas forças de ocupação israelenses, da correspondente da Al Jazeera Givara Budeiri, enquanto ela cobria abusos policiais no bairro Sheikh Jarrah em Jerusalém, no sábado.

De acordo com o comunicado, soldados da ocupação israelense chutaram e espancaram a jornalista violentamente durante sua detenção. Ela foi libertada algumas horas depois e apareceu no dia seguinte em um protesto em Ramallah com a mão engessada, quebrada durante sua detenção.

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A declaração também apontou a agressão israelense a outro repórter de TV e cinegrafista, acrescentando que vários jornalistas e grupos de mídia tiveram o acesso negado a Sheikh Jarrah e outros bairros de Jerusalém.

Enquanto isso, o comunicado afirmava que a ocupação israelense também tinha como alvo jornalistas e a mídia na Faixa de Gaza, citando a demolição de prédios que incluíam escritórios das empresas de notícias locais e internacionais Al Jazeera e AP.

Conforme o comunicado. durante a ofensiva de 11 dias em Gaza, a ocupação israelense atingiu 23 escritórios de mídia, destruiu quatro empresas de comunicação que forneciam conteúdo para várias instituições de mídia e canais de TV em todo o mundo, matou um jornalista e feriu três outros.

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No comunicado, o centro reiterou que o direito internacional oferece aos jornalistas e membros da mídia proteção especial durante guerras e conflitos armados, enfatizando que eles não devem tornar-se alvos.

“Visar jornalistas e meios de comunicação de massa é um crime sistemático que visa suprimir sua voz e impedi-los de cobrir os crimes de ocupação contra civis e terras palestinas ocupadas”, disse o comunicado.

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