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Funcionários judeus do Google pedem apoio aos palestinos em carta para o CEO

CEO do Google, Sundar Pichai, em 2 de março de 2015 [Maurizio Pesce/Flickr]
CEO do Google, Sundar Pichai, em 2 de março de 2015 [Maurizio Pesce/Flickr]

Em meio aos ataques Israelenses à Gaza, Jerusalém e Cisjordânia, um grupo de funcionários judeus antissionistas do Google enviaram uma carta ao CEO, Sundar Pichai, pedindo que a empresa aumente o apoio ao povo palestino e proteja o direito de expressarem suas críticas a Israel. Segundo uma reportagem do The Verge, a carta interna teve cerca de 250 assinaturas até o dia 18. Os ataques israelenses deixaram 243 mortos, incluindo 66 crianças, até o cessar-fogo desta sexta-feira (20).

O pedido vem de um grupo de funcionários formado ano passado composto por judeus antissionistas, a nova organização surgiu por sentirem que o grupo “Jewglers”, grupo judeu oficial do Google, não era seguro para expressar as críticas ao estado de ocupação israelense.

Na carta, eles e aliados pedem que Pichai faça uma declaração condenando os ataques, incluindo “o reconhecimento direto dos danos causados aos palestinos pela violência dos militares e gangues israelenses”. “Tanto israelenses quanto palestinos estão sofrendo neste momento, mas ignorar os ataques destrutivos e mortais enfrentados pelos palestinos apaga nossos colegas de trabalho palestinos.”

Pedem que internamente, escutem as demandas dos funcionários palestinos e “centralizem suas vozes para o futuro”. “Os palestinos são esmagadoramente afetados pela violência colonial militarizada que ocorre na região”, dizem.

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Eles ainda pedem que “o Google que financie organizações de direitos palestinos e assegure que qualquer apoio aos esforços humanitários israelenses seja correspondido pelo apoio aos direitos humanos liderados pelos palestinos e aos esforços de ajuda”.

O grupo se opõe à “confusão de Israel com o povo judeu” e afirmam que antissionismo não é o mesmo que antissemitismo.

“Pedimos à liderança do Google que rejeite qualquer definição de antissemitismo que sustente que a crítica a Israel ou ao sionismo é antissemita. Antissionismo não é antissemitismo e esta confissão prejudica a busca de justiça tanto para palestinos quanto para judeus, limitando a liberdade de expressão e distraindo de atos reais de antissemitismo”.

E pedem que o Google afirme seu compromisso com os direitos humanos, rescindindo contratos da empresa com instituições que apoiam as violações israelenses.

“Muitas das ações de Israel violam os princípios dos direitos humanos da ONU, os quais a Google está comprometida a defender. Solicitamos a revisão de todos os contratos comerciais e doações corporativas da Alphabet e a rescisão de contratos com instituições que apoiam as violações israelenses dos direitos palestinos, tais como as Forças de Defesa Israelenses”.

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