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Jihad Islâmica recusa-se a concorrer nas eleições sob Acordos de Oslo

Palestinos protestam na ocasião do 25° aniversário dos Acordos de Oslo, em Gaza, 16 de setembro de 2018 [Ashraf Amra/Apaimages]
Palestinos protestam na ocasião do 25° aniversário dos Acordos de Oslo, em Gaza, 16 de setembro de 2018 [Ashraf Amra/Apaimages]

O movimento palestino Jihad Islâmica anunciou que jamais concorrerá a eleições sob as diretrizes dos Acordos de Oslo, reportou ontem (24) a agência de notícias Sana.

Em entrevista à emissora de televisão Al-Quds, Ihsan Ataya, representante do grupo palestino no Líbano, declarou: “A Jihad Islâmica jamais participará das eleições para o Conselho Nacional Palestino (CNP), exceto caso se distanciem dos Acordos de Oslo”.

Ataya afirmou que a delegação de seu movimento à recente rodada de diálogo nacional sediada no Cairo, capital do Egito, propôs uma “nova referência palestina às eleições parlamentares, baseada na cartilha do CNP e não dos Acordos de Oslo”.

Prosseguiu: “Jamais faremos parte de um órgão que reconhece o estado sionista e não crê no direito de resistência, consagrado pela lei internacional”.

Ataya enfatizou que seu movimento não será, porém, um obstáculo à participação de outras facções nas eleições palestinas, marcadas para os próximos meses.

“Estamos expondo os fatos aos palestinos e dizendo que as eleições apenas levarão a um túnel escuro e sem fim”, argumentou.

Ataya reiterou ainda que o movimento de Jihad Islâmica “não considera as eleições parlamentares como solução de nossos problemas ou saída apropriada para o dilema da causa palestina e tampouco unirá os palestinos”.

Não obstante, o oficial da Jihad Islâmica enalteceu a resistência palestina e libanesa, como única forma de libertar as terras ocupadas da Palestina histórica.

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