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França facilita acesso de pesquisa a arquivos secretos da guerra na Argélia

Soldados de infantaria e paraquedistas aguardam nas trincheiras erguidas pela insurreição de Argel, durante a Guerra da Argélia [Jean-Claude Combrisson/AFP via Getty Images]
Soldados de infantaria e paraquedistas aguardam nas trincheiras erguidas pela insurreição de Argel, durante a Guerra da Argélia [Jean-Claude Combrisson/AFP via Getty Images]

A França anunciou ontem (9) que pesquisadores e historiadores terão acesso mais fácil a documentos confidenciais do governo, sobretudo relacionados à Guerra da Independência Argelina, entre 1952 e 1962, segundo informações da agência Anadolu.

Em nota, o Presidente da França Emmanuel Macron ordenou que os serviços responsáveis pelos arquivos nacionais acelerem o acesso de pesquisa a documentos com mais de 50 anos – “notavelmente documentos relacionados à guerra argelina”.

Em 2020, Macron encarregou o historiador francês Benjamin Stora de analisar a abordagem do país sobre seu legado colonial. Stora submeteu seu relatório em fevereiro, incluindo uma série de recomendações para restaurar relações bilaterais entre Paris e Argel.

O historiador propôs criar uma “Comissão de Verdade e Memória” para coletar relatos de vítimas da guerra, revelar o destino de mais de 2.200 argelinos desaparecidos e divulgar detalhes dos testes nucleares da França no Saara, na década de 1960.

Em fevereiro, o Ministro de Informação da Argélia Ammar Belhimir descreveu o relatório como “não objetivo”, ao argumentar que coloca a vítima em pé de igualdade com seu carrasco.

Autoridades e historiadores argelinos reportam que cinco milhões de pessoas foram mortas durante a ocupação francesa da Argélia, entre 1830 e 1962.

LEIA: ONGs pedem que a França investigue o uso de armas químicas na Síria

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