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Cuba reafirma apoio à causa palestina na ONU

Bandeira de Cuba [Foto pxhere]

Cuba reiterou terça-feira (26), em conselho da ONU, a sua preocupação com o povo palestino e exigiu que Israel acabe imediatamente com todas as suas políticas e práticas colonizadoras. As informações são da Radio Habana Cuba.

Durante o primeiro debate aberto deste ano do Conselho de Segurança sobre a situação do Oriente Médio na ONU, o diplomata Pedro Luis Pedroso, representante permanente de Cuba na ONU, ratificou o apoio sem restrições de Cuba a uma solução abrangente, justa e duradoura para a causa palestina, que garantisse o direito à autodeterminação e a um Estado independente e soberano. Ele defendeu a solução de dois estados, com as fronteiras estabelecidas antes de 1967, Jerusalém Oriental como capital, garantindo direito de retorno aos refugiados.

Pedroso sublinhou que o Conselho de Segurança precisa cumprir a sua responsabilidade na manutenção da paz, e é “preocupante que mais um ano tenha passado sem que tenham sido tomadas medidas para pôr fim à agressão militar e à ocupação israense do território palestiniano”.

“Tel Aviv está consolidando impunemente a sua política de expansão de assentamentos ilegais em território palestino ocupado e ameaça anexar o Vale do Jordão, outras partes da Cisjordânia e Jerusalém Oriental”, afirmou o diplomata em declaração enviada ao Conselho de Segurança.

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“Enquanto a pandemia agrava a situação do povo palestino, Israel continua a ocupação, as suas políticas de anexação, o aumento de práticas e medidas ilegais e colonizadoras, incluindo a construção, expansão de assentamentos e a destruição de propriedades árabes. Além disso, a apreensão de recursos das instituições palestinas, o deslocamento forçado de centenas de civis e o bloqueio da Faixa de Gaza continuam”, denunciou.

Sobre o impacto da covid-19 no Oriente Médio, o diplomata fez um apelo para que se evitasse qualquer ação que pudesse conduzir a uma maior deterioração da estabilidade e segurança na região.

Cuba também condenou as ações agressivas e unilaterais do Governo dos Estados Unidos em relação ao Oriente Médio e rejeitou o chamado “Acordo do Século”, por desconsiderar a solução de dois Estados. Afirmou que são violações graves a decisão unilateral de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, com a mudança da embaixada americana, e de reconhecer a soberania de Israel sobre o Golã sírio.

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