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Hezbollah alega ter dobrado seu arsenal de mísseis de precisão, em 2020

Líder do Hezbollah Hassan Nasrallah, em Beirute, Líbano, 8 de fevereiro de 2002 [Courtney Kealy/Getty Images]
Líder do Hezbollah Hassan Nasrallah, em Beirute, Líbano, 8 de fevereiro de 2002 [Courtney Kealy/Getty Images]

Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do movimento libanês Hezbollah, anunciou que o grupo dobrou seu arsenal de mísseis de precisão em comparação com o ano anterior e que as tentativas israelenses de impedir a aquisição militar fracassaram.

Em entrevista à rede Al Mayadeen, no domingo (27), para marcar o fim de ano, Nasrallah declarou: “O número de mísseis de precisão à disposição da resistência dobrou agora em relação ao que tínhamos no último ano”.

Nasrallah também alegou que o Hezbollah possui então a capacidade de atingir qualquer alvo em Israel, ao asseverar: “Qualquer alvo ao longo da Palestina ocupada que queiramos atacar com precisão, será atingido pontualmente”.

A entrevista de quatro horas de duração mostrou Nasrallah ao lado de uma fotografia do falecido general Qassem Soleimani, comandante das forças al-Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã.

Soleimani foi assassinado em janeiro último, ao lado de Abu Mahdi al-Muhandis, vice-comandante das Forças de Mobilização Popular do Iraque, por um ataque a drone dos Estados Unidos, perto do aeroporto internacional de Bagdá.

Ao comentar a morte do general iraniano, Nasrallah defendeu que a “vingança virá, não importa o quanto demore”. Prometeu retaliar ainda o assassinato de Ali Kamel Mohsen Jawad, membro do Hezbollah, morto por um ataque aéreo israelense na Síria, em julho.

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Nasrallah alega que Soleimani exerceu um papel central na aquisição de mísseis russos pelo Hamas

Segundo Nasrallah, Soleimani exerceu um papel central na aquisição de mísseis russos do tipo Kornet pelo movimento palestino Hamas, sediado na Faixa de Gaza.

“O Presidente [da Síria] Bashar al-Assad comprou mísseis Kornet dos russos, que foram utilizados por nós durante a guerra, em julho. Qassem exigia que os mísseis fossem enviados também a Gaza. Propus a ideia a Assad, que imediatamente aprovou”, declarou.

O líder do Hezbollah então acusou os Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita de agir em conjunto para executar Soleimani e al-Muhandis, em solo iraquiano.

Ao mencionar fontes próprias, Nasrallah denunciou Mohammed Bin Salman, príncipe herdeiro saudita, por incitar o presidente americano Donald Trump, durante visita a Washington, a autorizar a morte de oficiais do Hezbollah, incluindo a si próprio, via operações de Israel.

“Temos informações de que a Arábia Saudita conspirava pelo meu assassinato, ao menos desde o início da guerra no Iêmen”, afirmou o político e militante libanês.

Segundo um artigo escrito por Eli Bar-On, coronel israelense da reserva, publicado neste mês pelo jornal The Jerusalem Post, a capacidade de fogo superfície-superfície do movimento Hezbollah é maior do que 95% dos exércitos oficiais do mundo.

Bar-On reportou ainda que o grupo libanês é capaz agora de disparar até 4.000 projéteis por dia, “comparados com um total ainda menor do que os 4.000 foguetes lançados ao longo dos 34 dias de conflito, em 2006”.

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