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Mueller investigou relação Egito-EUA, após doação milionária a campanha de Trump

Robert Mueller, ex-procurador especial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em 6 de março de 2018 [Wikipedia]
Robert Mueller, ex-procurador especial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em 6 de março de 2018 [Wikipedia]

Um novo relatório revelou que o ex-procurador especial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos Robert Mueller investigou relações com o Egito, após US$10 milhões serem injetados na campanha presidencial de Trump, onze dias antes das eleições de 2016.

O cheque, redigido por Donald Trump para sua campanha, representou a maior contribuição política oficialmente registrada.

Investigações sobre Trump esperavam responder se sua campanha de fato fora apoiada por uma potência estrangeira, ou se havia dívida do então candidato a algum agente internacional, com foco inicial na interferência do governo russo nas eleições para seu primeiro mandato.

Contudo, um informante relatou a investigadores um segundo caso de influência estrangeira sobre a campanha presidencial de Trump.

Segundo a denúncia, um banco egípcio depositou US$10 milhões à campanha de última hora. Inteligência americana concluiu provável conexão entre o capital do banco egípcio e a enorme doação, reportou a rede CNN.

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Após três anos de investigação, uma corte de Washington solicitou que os registros do banco egípcio fossem acessados, para averiguar prováveis contribuições estrangeiras ilegais a Trump. A moção chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos, que recusou-se a ouvir o caso.

O inquérito também analisou se o conselheiro de política internacional de Trump, Walid Phares, trabalhava secretamente para o governo egípcio, a fim de influenciar a futura gestão.

Em 2016, Phares afirmou a Ivanka Trump, filha do então candidato e atual presidente, via e-mail, ter organizado um encontro entre Trump e o Presidente do Egito Abdel Fattah el-Sisi, em setembro daquele ano.

Relações próximas entre Trump e Sisi são amplamente documentadas. O atual Presidente dos Estados Unidos, candidato à reeleição em novembro próximo, classificou o general egípcio como seu “ditador favorito”.

Sisi foi o primeiro líder global a parabenizar Trump por sua eleição.

Mueller foi criticado ao longo dos anos por não assumir medidas duras o bastante para investigar as finanças de Trump. O próprio procurador admitiu suspeitar que seria demitido caso aprofundasse o inquérito.

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