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Ativistas egípcios afirmam que três foram mortos em protestos contra o governo

Protestos contra Sisi levam à repressão e prisões no Egito. Em 24 de setembro de 2020 [@ ArabyOrg / Twitter]
Protestos contra Sisi levam à repressão e prisões no Egito. Em 24 de setembro de 2020 [@ ArabyOrg / Twitter]

Três pessoas foram mortas pela polícia durante protestos contra o regime em Al-Jiza, de acordo com ativistas oponentes egípcios e meios de comunicação na sexta-feira, conforme registra a Agência Anadolu.

“Apesar das manifestações pacíficas, o Ministério do Interior matou três pessoas em Al-Iyad [em Al-Jiza]”, disse no Twitter o empresário egípcio e dissidente Mohamed Ali, que vive exilado na Espanha.

Vários ativistas de mídia social compartilharam imagens de manifestações no Cairo, Al-Jiza e Luxor que responderam às demandas de Ali para protestar contra o governo do presidente Adel-Fattah Al-Sisi.

Este foi o sexto dia de protestos contra o regime em meio à deterioração das condições de vida.

LEIA: Forças do Egito abriram fogo durante protestos contra o governo, na aldeia de Kafr Qandil

O canal de televisão da Irmandade Muçulmana, Watan, disse que Sami Wafdi Sayid Bashir, Riza Muhammad Abu Imam e Muhammad Nasir Hamdi Ismail foram mortos por causa da intervenção das forças de segurança.

Nenhuma declaração das autoridades foi emitida sobre as mortes.

Ali pediu aos egípcios no Facebook que realizassem manifestações na sexta-feira contra o regime de al-Sisi e “quebrassem a barreira do medo” em face de uma repressão brutal aos protestos pelas autoridades.

As forças de segurança lançaram campanhas de prisão aleatórias, que incluíram checagem de telefones de pedestres em busca de fotos dos protestos.

Al-Sisi chegou ao poder em julho de 2013, depois de depor o primeiro presidente eleito democraticamente do país, Mohammad Morsi.

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