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Ataque a bomba mata uma pessoa e fere outra em Afrin, Síria

Membros da defesa civil tentam extinguir um incêndio decorrente de um atentado em Afrin, Síria, 28 de abril de 2020 [Capacetes Brancos/Agência Anadolu]
Membros da defesa civil tentam extinguir um incêndio decorrente de um atentado em Afrin, Síria, 28 de abril de 2020 [Capacetes Brancos/Agência Anadolu]

Uma pessoa foi morta e outra ferida neste domingo (5) quando um veículo carregado com bombas explodiu em Afrin, norte da Síria, segundo fontes de segurança. As informações são da agência Anadolu.

As baixas foram causadas por um atentado no distrito central de Afrin, capturado pela Turquia durante a Operação Ramo de Oliveira, em 2018. As informações foram concedidas pelas fontes em condição de anonimato devido a restrições referentes à imprensa.

Fontes de segurança da Turquia alegaram que o grupo curdo Unidades de Proteção Popular (YPG/PKK) é responsável pelo ataque.

Na sexta-feira (3), um policial foi morto e dois civis feridos por um ataque a bomba conduzido ao longo de uma rodovia em Afrin.

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Em janeiro de 2018, a Turquia lançou uma ofensiva militar de larga escala sobre o território sírio, intitulada Operação Ramo de Oliveira, cujo propósito declarado era expelir da região as forças curdas.

Afrin foi capturada pela intervenção turca em 18 de março de 2018.

A organização curda, parte fundamental das Forças Democráticas da Síria (FDS), de oposição à ditadura de Bashar al-Assad, ainda controla as cidades de Tel Rifaat e Manbij, na Síria. Segundo relatos turcos, o YPG costuma avançar também contra as regiões de al-Bab, Azaz, Jarabulus e Afrin.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), autodeclarado organização nacional antifascista, é considerado grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia. O governo turco alega que a entidade é responsável por “trinta anos de terrorismo” e quase 40.000 mortos.

O YPG representa o braço do PKK na Síria, ao longo da fronteira norte com a Turquia.

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