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Síria acusa conferência de doadores de “flagrante interferência” em assuntos internos

Presidente sírio Bashar Al-Assad participa Cúpula Árabe, 28 de março de 2007 em Riad. [Hassan Ammar/ AFP via Getty Images]
Presidente sírio Bashar Al-Assad participa Cúpula Árabe, 28 de março de 2007 em Riad. [Hassan Ammar/ AFP via Getty Images]

O Ministério das Relações Exteriores da Síria emitiu uma declaração considerando a conferência de doadores realizada em Bruxelas como “flagrante interferência” nos assuntos internos do governo, informou a AFP.

Damasco considerou o evento, no qual os países prometeram US $ 7,7 bilhões para apoiar refugiados sírios, como uma manutenção das “políticas hostis dos EUA e da UE em relação à Síria”.

“A República Árabe da Síria condena essas conferências”, afirmou o comunicado, acrescentando que essa conferência diz respeito ao “governo sírio legítimo”.

“Os governos que apoiaram todas as formas de terror … e impuseram sanções não conseguirão reivindicar seu apoio aos sírios.”

Uma conferência semelhante realizada em 2019 obteve promessas de US $ 7 bilhões para refugiados sírios.

 LEIA: HRW pede ao Canadá que repatrie cidadãos presos no nordeste da Síria

A conferência de ontem ocorreu em meio a alertas de grupos de direitos humanos sobre o aumento das taxas de pobreza na Síria. A ONU pediu aumento da ajuda transfronteiriça, a fim de superar a pobreza entre os refugiados sírios.

A Síria está assolada pela guerra desde 2011, quando o regime do presidente Bashar Al-Assad reprimiu violentamente manifestantes pacíficos que pediam reformas. Desde então, cerca de 400.000 pessoas foram mortas e milhões foram deslocadas.

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