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Partido turco acusa França de cumplicidade no ‘crime das valas comuns’ na Líbia

https://www.monitordooriente.com/20200703-ex-enviado-a-libia-diz-que-paises-do-conselho-de-seguranca-trairam-esforcos-de-paz/
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O porta-voz do Partido da Justiça e Desenvolvimento Turco, Omar Glick, acusou a França de participar dos crimes das valas comuns cometidos pelas milícias do marechal de campo Khalifa Haftar, apoiado por Paris.

Glick apontou que a França é cúmplice nos crimes graves, ao apoiar Haftar e trabalhar para encobrir essas atrocidades, fingindo defender os direitos humanos e fazendo acusações injustas contra a Turquia para sair do impasse.

“A França cometeu um crime na Líbia que foi exposto com a descoberta das valas comuns”, de acordo com Glick, observando que “a França agora está assumindo o papel de defensora dos direitos humanos para evitar essa situação desastrosa, enquanto acusa a Turquia de evitar responsabilização. . ”

LEIA: Líbia e União Europeia discutem repercussões do ataque de Haftar a Trípoli

A autoridade turca apontou que, em 1994, um milhão de pessoas foram mortas durante 100 dias em Ruanda por um governo apoiado pela França, e que os resultados de todas as investigações e pesquisas nos arquivos do estado mostraram que a França incentivou a morte desses civis, ao manter Ruanda sob seu controle.

Ele ressaltou que a França apoiava o general Haftar, apesar da presença de um governo legítimo na capital, reconhecido pelas Nações Unidas (ONU).

Glick acrescentou:

As injustiças e crimes cometidos por Haftar nos últimos 14 meses foram agora descobertos com as valas comuns.r

Ele continuou: “Haftar cometeu crimes contra a humanidade e a França permaneceu calada durante todo esse período e apoiou sua milícia, enquanto bombardeava o aeroporto e cometia os massacres que testemunhamos ao descobrir as valas comuns”.

Glick afirmou que o presidente francês Emmanuel Macron também está apoiando Haftar. No entanto, depois que o último foi derrotado e removido da equação, Macron negou o apoio às forças do oeste da Líbia e afirmou não apoiar Haftar, alertando Putin para não apoiá-lo também.

Ele se perguntou: “Onde estava a França durante os 14 meses do ataque de Haftar a Trípoli?”

Glick afirmou que a França continua vendendo armas para as partes em guerra no Iêmen, apesar da ocorrência de muitas violações de direitos humanos no país.

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Ele afirmou que os prolíficos relatórios da França sobre violações de direitos humanos no Iêmen não impediram suas autoridades de vender armas para as partes do conflito no país, enfatizando que o Iêmen está testemunhando um massacre semelhante ao ocorrido em Ruanda.

Glick apontou que Macron recorreu à acusação do presidente Erdogan e da Turquia, a fim de encobrir os crimes graves cometidos por Haftar, que recebe o apoio de Paris, para distrair o mundo de sua derrota nas eleições locais.

A autoridade turca confirmou que a Turquia apóia clara e explicitamente o governo legítimo da Líbia e segue uma política que respeita todo o povo líbio. Visto que a França fica ao lado de um partido ilegítimo e desempenha um papel perigoso e criminal na Líbia;

Quanto às alegações feitas pela França sobre um navio francês ser assediado por um navio iraniano no Mediterrâneo e ao pedido das autoridades francesas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para abrir uma investigação sobre o assunto, Glick esclareceu que o relatório apresentado Paris à OTAN é equivocada, insistindo que essas alegações são completamente falsas.

Ele destacou que a França está tentando enganar a OTAN sobre o incidente, afirmando que as autoridades da OTAN estão cientes dos motivos, exageros e posição da França.

Glick afirmou que a França é culpada e não pode encobrir o crime de valas comuns na Líbia fazendo falsas alegações contra a Turquia e o presidente Erdogan.

Até o momento, as autoridades líbias recuperaram 219 corpos de valas comuns ao sul da capital, Trípoli, e na cidade de Tarhuna, após a derrota das milícias de Haftar no mês passado.

O governo líbio acusa França, Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos de apoiar a agressão de Haftar contra Trípoli com armas e mercenários. No entanto, essas alegações foram repetidamente negadas pelos países mencionados.

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