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Israel e Estados Unidos forçam o Irã a mudar de estratégias, alega reportagem

Iranianos protestam contra a decisão do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump de designar as Guardas Revolucionárias do Irã como “organização terrorista”, em Teerã, capital iraniana, 12 de abril de 2019 [Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu]
Iranianos protestam contra a decisão do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump de designar as Guardas Revolucionárias do Irã como “organização terrorista”, em Teerã, capital iraniana, 12 de abril de 2019 [Fatemeh Bahrami/Agência Anadolu]

O Irã terá de “mudar sua estratégia de confrontação” com os Estados Unidos e Israel caso atravessem “linhas vermelhas” e ameacem seus interesses nacionais, alertou ontem (2) a rede iraniana Noor News, conhecida pela proximidade com as Guardas Revolucionárias do Irã.

A reportagem serve de resposta a notícias que circulam na imprensa israelense de que a explosão e o incêndio na planta de enriquecimento de urânio de Natanz, que ocorreu na manhã de ontem, e a explosão de uma instalação de armazenamento de gás natural, pertencente ao Ministério da Defesa, na região de Parchin, leste de Teerã, no último domingo, foram ambas causadas por ataques cibernéticos israelenses.

Segundo a agência iraniana, “alguns líderes israelenses e americanos têm buscado – nos últimos dias – atacar instalações nucleares e de defesa iranianas, junto de pressão política contínua … as atuais estratégias de confronto do Irã devem ser revistas e suas capacidades de dissuasão devem ser implementadas.”

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O relato alegou ainda que o Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o enviado dos Estados Unidos Brian Hook anunciaram, junto de oficiais militares e de segurança, sua própria intenção de atacar instalações iranianas.

A reportagem destacou que a proposta de resolução dos Estados Unidos para estender o embargo de armas da ONU sobre o Irã representa um novo episódio em uma série de ataques contra a República Islâmica.

“O Irã, além de defender suas posições e interesses nacionais, esforçou-se de modo bastante inteligente e sábio para evitar o aprofundamento da crise e condições imprevisíveis”, concluiu o relato, ao reiterar que Teerã deverá se adaptar às novas circunstâncias.

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