Em uma publicação na conta Lulaoficial, o presidente Luis Inácio Lula da Silva acusou Israel de violar o Direito Internacional com o sequestro dos participantes da Flotilha Global Sumud e informou que está cobrando, junto com a Espanha, a libertação do brasileiro Thiago Ávila e o espanhol de origem palestina Saif Abu Keshk.
Os dois continuam presos por Israel desde o sequestro em águas internacionais próximas à Grécia pela marinha istaelense em 30 de abril junto com outros 173 tripulantes de 22 barcos da Flotilha Sumud Global que pretendia levar ajuda humanitária à população de Gaza.
Os demais ativistas foram desembarcados depois na ilha grega de Creta, mas Thiago Ávila e Abu Keshk foram mantidos presos e levado para Israel, onde chegaram no dia 2 de maio. Tanto os humanitários liberados após o sequestro quando a organização israelense que assumiu a defesa dos dois que ficaram informam que os detidos sofreram agressões e torturas.
O caso do brasileiro e do espanhol é pior. Eles estariam mantidos sem alimentação desde a prisão, tendo acesso apenas à água, passando por tortura e ameaças de morte. Na última sexta-feira, Israel prorrogou a prisão por mais seis dias.
Enquanto isso, o Itamaraty informa estar atuando juntamente com a Espanha pelo soltura dos seus cidadãos, sem mais detalhes. A Frente em Defesa do Povo Palestino em São Paulo fez ato de protesto no escritório da Presidência em São Paulo e entregou uma ação enérgica. A manifestação de Lula nas redes sociais é uma tentativa de resposta aos reclamos sociais pela volta do brasileiro e responsabilização de Israel.
As organizações em defesa dos direitos humanos estão impactadas pela morte de uma família brasileira (mãe e filho ao lado do pai libanês) por ataque israelense ao sul do Líbano e a agonia e morte de um adolescente brasileiro deixado sem alimentos em prisão israelense.







