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Arábia Saudita manteve o mundo no escuro sobre coronavírus, alega ministro da Turquia

Suleyman Soylu, Ministro do Interior da Turquia, na capital Ancara, em 2 de agosto de 2019 [Baris Oral/Agência Anadolu]

A Arábia Saudita falhou a relatar a qualquer país, inclusive Turquia, sobre a iminente ameaça do coronavírus diante das peregrinações habituais ao país árabe. Tais alertas poderiam levar autoridades nacionais a assumir medidas mais imediatas, ao confirmar o primeiro caso dentre aqueles que retornaram de Meca, afirmou o Ministro do Interior da Turquia Suleyman Soylu nesta quinta-feira (26). As informações são da Agência Anadolu.

“A Arábia Saudita não nos informou ou informou o mundo sobre quaisquer casos”, denunciou Suleyman Soylu à emissora de notícias A Haber. “As pessoas retornaram da Umrah [peregrinação]. O Ministério da Saúde tomou medidas logo após constatar o primeiro caso”, relatou Soylu, reiterando que os peregrinos foram acomodados em centros de quarentena.

Mais de 15.000 pessoas vindas do exterior foram colocadas em quarentena na Turquia, em 48 dormitórios dispostos em 29 províncias, detalhou o ministro.

Soylu afirmou que o Ministério do Interior até então emitiu um total de 38 medidas preventivas de alerta contra a propagação do coronavírus. De acordo com o ministro, a Turquia fechou suas fronteiras a diversos países ainda antes da curva de contágio ganhar impulso.

“Neste período, estamos focados em quatro pontos distintos fundamentais assim como todo o resto do mundo: sobrevivência do sistema de saúde, manutenção da ordem pública, garantia do isolamento social e continuidade do fornecimento de alimentos”, declarou Soylu.

Ao ser questionado se a Turquia poderia anunciar um toque de recolher nacional, Soylu afirmou que a medida não seria tomada neste momento, mas que pode assumir decisões mais severas conforme a propagação da doença.

Soylu acrescentou que a Turquia é o único país do mundo onde servidores públicos levam serviços diretamente aos idosos – agora sob toque de recolher devido ao coronavírus. Entretanto, no contexto atual, o governo está concedendo assistência a 320.000 servidores públicos para que se exponham ao risco direto de contágio por coronavírus, concluiu o ministro.

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