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Árabes de Israel bloqueiam estradas em protesto contra a negligência policial

Cidadãos palestinos de Israel protestam contra a falta de ações policiais em suas comunidades e mobilizam caravanas em direção ao Gabinete do Primeiro-Ministro

Grupos de cidadãos palestinos de Israel realizaram uma caravana de centenas de veículos que avançaram lentamente em direção ao Gabinete do Primeiro-Ministro para protestar contra a inação policial nas comunidades árabes. A mobilização ocorreu na manhã da última quinta-feira (10).

Os manifestantes acusam a Polícia de Israel de negligenciar as cidades e aldeias árabes e reivindicam ações do governo para combater a violência e o crime nas comunidades árabes. Os protestos também servem como apelo para que o Ministro de Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, solucione o problema da falta de policiais nas comunidades árabes.

Organizado pelo Alto Comitê de Acompanhamento para os Cidadãos Árabes de Israel, organização extraparlamentar que representa a população árabe de Israel, um comboio saiu de Majd Al-Krum, no norte da Galileia, e resultou em trânsito carregado nas principais rodovias israelenses.

A mobilização desta semana dá sequência ao chamado por greve geral feito pela comunidade árabe-israelense na semana anterior, que fechou escolas instituições de ensino nas áreas predominantemente árabes e realizou também grandes manifestações contra o aumento na violência e nos índices de homicídio nas suas cidades e aldeias.

Yousef Jabareen, membro árabe do Knesset israelense, relatou ao MEMO: “O bloqueio de estradas por carros vindos da Galileia, da região do Triângulo, do litoral e do deserto do Negev é a mensagem mais forte que podemos mandar.”

“É uma mensagem que diz que nosso povo está se unindo para enfrentar a epidemia de violência e crime e que nosso povo está pronto para intensificar sua luta mais e mais, até que as autoridades executem a lei conforme seus deveres em relação às nossas comunidades árabes.”

“Nossa luta pública e nossa solidariedade mútua são nossa garantia de que conquistaremos o direito à vida e à segurança,” reiterou Jabareen. “Estamos diante de um impasse histórico e não podemos mais tolerar o barulho dos tiros. A política e outras autoridades de segurança devem tomar a decisão irrevogável de apreender armas em nossas cidades e conter gangues criminosas.”

Até então, a violência nas comunidades árabes de Israel matou 73 pessoas desde o início do ano, número semelhante ao índice de todo o ano de 2018.

Segundo o jornal israelense Haaretz, fontes árabes afirmar que os obstáculos para solucionar tais casos dentro das comunidades árabes incluem a demora para que a polícia chegue ao local do crime.

Após o protesto da manhã de quinta-feira, líderes da chamada Lista Conjunta – coligação de partidos árabes no Knesset israelense – encontraram-se como o ministro Gilad Erdan e oficiais de alto escalão da força policial, a fim de discutir a formulação de um plano de governo para lidar com a questão da violência nas comunidades árabes.

Durante a reunião, que durou três horas, Erdan informou os líderes árabes que a polícia disponibilizará 620 oficiais para lidar com o aumento nos crimes violentos nas regiões árabes, além de concentrar recursos para investigar o crime organizado.

Ayman Odeh, líder da Lista Conjunta, comentou após a reunião que “há algum progresso em andamento em algumas áreas importantes, mas isso está longe de satisfazer os anseios dos cidadãos árabes.”

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