- Cidadãos palestinos de Israel pedem por maior segurança policial nas comunidades árabes em resposta ao aumento no número de crimes violentos, em 10 de outubro de 2019
- Cidadãos palestinos de Israel pedem por maior segurança policial nas comunidades árabes em resposta ao aumento no número de crimes violentos, em 10 de outubro de 2019
- Yousef Jabareen, membro do Knesset – parlamento israelense – protesta ao lado de cidadãos palestino que pedem por maior segurança nas comunidades árabes, em 10 de outubro de 2019
- Cidadãos palestinos de Israel pedem por maior segurança policial nas comunidades árabes em resposta ao aumento no número de crimes violentos, em 10 de outubro de 2019
Grupos de cidadãos palestinos de Israel realizaram uma caravana de centenas de veículos que avançaram lentamente em direção ao Gabinete do Primeiro-Ministro para protestar contra a inação policial nas comunidades árabes. A mobilização ocorreu na manhã da última quinta-feira (10).
Os manifestantes acusam a Polícia de Israel de negligenciar as cidades e aldeias árabes e reivindicam ações do governo para combater a violência e o crime nas comunidades árabes. Os protestos também servem como apelo para que o Ministro de Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, solucione o problema da falta de policiais nas comunidades árabes.
Organizado pelo Alto Comitê de Acompanhamento para os Cidadãos Árabes de Israel, organização extraparlamentar que representa a população árabe de Israel, um comboio saiu de Majd Al-Krum, no norte da Galileia, e resultou em trânsito carregado nas principais rodovias israelenses.
A mobilização desta semana dá sequência ao chamado por greve geral feito pela comunidade árabe-israelense na semana anterior, que fechou escolas instituições de ensino nas áreas predominantemente árabes e realizou também grandes manifestações contra o aumento na violência e nos índices de homicídio nas suas cidades e aldeias.
Yousef Jabareen, membro árabe do Knesset israelense, relatou ao MEMO: “O bloqueio de estradas por carros vindos da Galileia, da região do Triângulo, do litoral e do deserto do Negev é a mensagem mais forte que podemos mandar.”
“É uma mensagem que diz que nosso povo está se unindo para enfrentar a epidemia de violência e crime e que nosso povo está pronto para intensificar sua luta mais e mais, até que as autoridades executem a lei conforme seus deveres em relação às nossas comunidades árabes.”
“Nossa luta pública e nossa solidariedade mútua são nossa garantia de que conquistaremos o direito à vida e à segurança,” reiterou Jabareen. “Estamos diante de um impasse histórico e não podemos mais tolerar o barulho dos tiros. A política e outras autoridades de segurança devem tomar a decisão irrevogável de apreender armas em nossas cidades e conter gangues criminosas.”
Até então, a violência nas comunidades árabes de Israel matou 73 pessoas desde o início do ano, número semelhante ao índice de todo o ano de 2018.
Segundo o jornal israelense Haaretz, fontes árabes afirmar que os obstáculos para solucionar tais casos dentro das comunidades árabes incluem a demora para que a polícia chegue ao local do crime.
Após o protesto da manhã de quinta-feira, líderes da chamada Lista Conjunta – coligação de partidos árabes no Knesset israelense – encontraram-se como o ministro Gilad Erdan e oficiais de alto escalão da força policial, a fim de discutir a formulação de um plano de governo para lidar com a questão da violência nas comunidades árabes.
Durante a reunião, que durou três horas, Erdan informou os líderes árabes que a polícia disponibilizará 620 oficiais para lidar com o aumento nos crimes violentos nas regiões árabes, além de concentrar recursos para investigar o crime organizado.
Ayman Odeh, líder da Lista Conjunta, comentou após a reunião que “há algum progresso em andamento em algumas áreas importantes, mas isso está longe de satisfazer os anseios dos cidadãos árabes.”







