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Ministro israelense invade o complexo da Mesquita de Al-Aqsa

Uri Ariel, Ministro da Agricultura de Israel (no centro) caminha com colonos israelenses após invadirem a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém ocupada, 18 de novembro de 2018 [Waqf Islâmico de Jerusalém/Agência Anadolu]

Na manhã de hoje (15), o Ministro da Agricultura israelense Uri Ariel juntou-se a um grupo de colonos que invadiu a Mesquita de Al-Aqsa.

Forças israelenses que escoltaram os colonos permitiram sua entrada no local sagrado islâmico, através do Portão Mughrabi, sob controle militar da ocupação.O primeiro grupo de colonos entrou no local às 7h30 do horário local (1h30 do horário de Brasília). É a primeira vez que isso ocorre desde o fechamento do Portão Mughrabi na última segunda-feira (12), após mais 1.700 colonos invadirem a área no dia anterior, em um esforço para interromper as festividades islâmicas do Eid Al-Adha.

Israel reprimiu violentamente os fiéis islâmicos que visitavam Al-Aqsa para as orações do Eid Al-Adha. No domingo (11), ao menos 65 palestinos foram feridos pela Polícia de Israel – supervisionada pelo Ministério de Segurança Pública, de Gilad Erdan –, após oficiais utilizarem balas de borracha, gás lacrimogêneo e cassetetes contra a multidão e os fiéis no local.

Mais de 1.700 colonos judeus invadiram o complexo sob escolta dos policiais israelenses, um número “recorde” para um único dia.

Na sexta-feira (9), organizações palestinas em Jerusalém anunciaram que fechariam todas as mesquitas na cidade a fim de encorajar os fiéis islâmicos a rezar em Al-Aqsa e protegê-la das invasões de colonos, após grupos extremistas – que advogam pela reconstrução do antigo templo judaico no local – realizarem um chamado para ocupar a mesquita e conduzir orações judaicas no complexo, a fim de marcar o feriado religioso de Tisha B’Av – referente à destruição do Templo de Salomão – e perturbar os rituais do Eid.

Somente no último mês, forças israelenses invadiram Al-Aqsa e a Mesquita Abraâmica em Hebron (Al-Khalil) 75 vezes, alterando regulações de acesso para os palestinos quase diariamente e frequentemente expulsando fiéis dos locais sagrados.

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