O partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo que pretende apresentar pedidos para impedir que a Lista Conjunta e a Lista Árabe Unida (Ra’am) disputem as próximas eleições para o Knesset, previstas para outubro.
“O Likud apresentará pedidos para impedir que a Lista Conjunta e Ra’am participem das eleições”, afirmou o partido em comunicado.
A legenda alegou que “não há lugar no Knesset para aqueles que insultam soldados do exército israelense e não conseguem dizer que Hamas e Hezbollah são organizações terroristas”.
O Likud também descreveu as duas listas árabes como “apoiadoras do terrorismo” durante seu ataque a Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar.
O partido afirmou que as duas listas são “parceiras naturais” de Eisenkot e alegou que ele pretende formar um governo com elas, juntamente com os líderes da oposição Yair Golan e Avigdor Lieberman.
“Isso não pode ser permitido”, afirmou o Likud.
Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior do Exército israelense, tornou-se um dos principais rivais eleitorais de Netanyahu.
A Lista Conjunta foi criada em 2015 como uma aliança de quatro grandes partidos árabes: Hadash, Balad, Ta’al e Ra’am. Desde então, passou por diversas divisões e mudanças, e atualmente Hadash, Balad e Ta’al formam a aliança.
Ra’am, liderado por Mansour Abbas, rompeu com a Lista Conjunta e agora disputa as eleições para o Knesset de forma independente. O partido tem raízes no ramo sul do Movimento Islâmico e, em 2021, tornou-se a primeira lista árabe a integrar uma coalizão de governo em Israel.






