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Família rejeita relatório do exército de Israel sobre assassinato de Abu Akleh

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Familiares da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh – assassinada por soldados israelenses em maio – deixa o Departamento de Estado dos EUA, em Washington DC, 26 de julho de 2022 [Olivier Douliery/AFP]

Parentes da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh – baleada e morta durante uma operação israelense em 11 de maio, na cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada – rejeitaram um relatório militar de Tel Aviv sobre o episódio.

“O governo e o exército de Israel emitiram uma declaração para tentar encobrir a verdade e evitar sua responsabilidade pelo assassinato de Shireen Abu Akleh – tia, irmã, melhor amiga, jornalista e cidadã palestino-americana”, declarou a família em carta aberta.

“Sabemos há quatro meses que um soldado israelense baleou e matou Shireen Abu Akleh, como concluíram diversas investigações conduzidas pela CNN, Associated Press, New York Times, Al Jazeera, Al-Haq, B’Tselem, ONU e muitas outras”, reiteraram os parentes. “Ainda assim, como esperado, Israel se recusa a assumir responsabilidade por executá-la”.

A família de Abu Akleh destacou não ser surpreendida pela negativa israelense, ao descrever as autoridades do estado ocupante como notórios “criminosos de guerra”, portanto, incapazes de investigar seus próprios crimes.

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“Não obstante, permanecemos profundamente feridos, frustrados e desapontados”, confirmou a carta. “Desde a morte de Shireen, nossa família pede por investigação confiável, abrangente e independente por parte dos Estados Unidos, capaz de obter justiça – o mínimo que Washington pode fazer por seus próprios cidadãos”.

Familiares prometeram manter seus apelos para que a Casa Branca cumpra seu compromisso declarado por responsabilidade; no entanto, reivindicaram ações.

Os parentes exigem ainda um inquérito completo do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre o caso. “O assassinato israelense de nossa querida Shireen não pode ser varrido para debaixo do tapete – nenhuma outra família deve sofrer o que sofre nossa família”, concluiu a carta.

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