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Estudante ergue bandeira palestina durante formatura

A estudante palestina Nooran Alhamdan realizou sua formatura na Universidade de Georgetown com uma bandeira palestina nas mãos e recusou-se a cumprimentar o Secretário de Estado dos EUA Antony Blinken, em protesto às agressões israelenses em sua terra ancestral.

A estudante palestina Nooran Alhamdan recusou-se a cumprimentar o Secretário de Estados dos Estados Unidos Antony Blinken, durante sua formatura na Universidade de Georgetown, em Washington.

Alhamdan, graduanda do Centro de Estudos Árabes Contemporâneos de Georgetown, exibiu uma bandeira palestina durante a cerimônia e negou-se a apertar a mão de Blinken no palco, como protesto ao apoio de Washington ao apartheid israelense e ao assassinato da jornalista Shireen Abu Akleh, na Cisjordânia ocupada.

Soldados da ocupação executaram a correspondente da Al Jazeera, na última semana, durante sua cobertura de uma invasão militar ao campo de refugiados de Jenin. Abu Akleh vestia colete e capacete de imprensa. No entanto, foi atingida por um franco-atirador israelense debaixo da orelha. Colegas também foram alvejados ao tentar resgatá-la.

Após negar responsabilidade pela morte, o exército israelense enfim identificou um rifle possivelmente utilizado para executar Abu Akleh.

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“Eu e meus colegas de Estudos Árabes decidimos honrar o legado de Abu Akleh durante o discurso de Blinken”, comentou Alhamdan no Twitter, ao compartilhar o vídeo do evento. “Exigimos um inquérito independente e o fim da ajuda americana a Israel. Comuniquei as demandas a Blinken pessoalmente e recusei-me a apertar sua mão”.

No fim do evento, segundo a Alhamdan, o Secretário de Estado se aproximou e disse: “Eu te escuto”. Não obstante, pressionado a responsabilizar Israel e suspender a assistência militar deferida pela Casa Branca, Blinken se afastou novamente.

Alhamdan compartilhou fotos de seus pares com retratos de Abu Akleh, com a seguinte frase, atribuída a um de seus professores: “Eles têm tanques, nós temos tempo”. “Tenho orgulho de recusar seu aperto de mão e lembrá-lo de nossa existência”, concluiu Alhamdan.

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