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B’Tselem desmente versão israelense sobre morte de Shireen Abu Akleh

Jornalistas iraquianos exibem fotos de Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera assassinada por Israel, durante protesto em frente ao escritório da rede de mídia em Bagdá, 11 de maio de 2022 [Murtadha al-Sudani/Agência Anadolu]

A narrativa do exército da ocupação sobre a morte da jornalista Shireen Abu Akleh é “inverídica”, reportou nesta quarta-feira (11) a ong israelense B’Tselem.

“Nesta manhã, o pesquisador de campo da B’Tselem em Jenin documento as localidades exatas nas quais disparou o suposto atirador palestino registrado em vídeo pelo exército sionista, além da localidade exata na qual a jornalista Shireen Abu Akleh foi morta”, tuitou a B’Tselem.

“Registros de tiroteios palestinos distribuídos pelas forças israelenses não podem ser do tiro que executou Abu Akleh”, acrescentou o comunicado.

Karim Jobran, porta-voz da organização de direitos humanos, confirmou à agência Anadolu que o cenário do vídeo é distante do local do assassinato. Segundo Jobran, a B’Tselem realizou uma investigação inicial e deve lançar um estudo detalhado em breve.

“A informação que temos prova que a narrativa militar israelense é inverídica”, reiterou.

“Ninguém pode acreditar nas promessas israelenses de, abre aspas, investigar o que aconteceu, porque a promessa de um inquérito nada mais é que o primeiro passo deliberado de Israel para encobrir o crime”, advertiu Hagai El Ad, diretor executivo da B’Tselem.

LEIA: Haverá apelos por justiça a Shireen Abu Akleh ou Israel continuará seus assassinatos?

“Israel é incapaz, tampouco está disposto a conduzir tais investigações, que abrem as portas à responsabilização legal em âmbito internacional”, acrescentou.

Na manhã desta quarta-feira, tropas israelenses executaram Shireen Abu Akleh, jornalista da rede Al Jazeera, enquanto um grupo de repórteres cobria uma operação militar no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada.

Abu Akleh, de 51 anos, vestia capacete e colete com identificação de imprensa. Contudo, um tiro disparado à distância atingiu seu rosto, debaixo de sua orelha. Ao tentar resgatá-la, seus colegas também foram alvejados.

Nações Unidas, Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Europeia condenaram o episódio e reivindicaram uma investigação detalhada e independente.

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