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Talibã está ansioso para dialogar com o mundo, disse ministro chinês

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O ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Salahuddin Rabbani (esq.), cumprimenta o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em uma reunião no Ministério das Relações Exteriores em Pequim, em 26 de janeiro de 2016 [Mark Schiefelbein/AFP via Getty Images]

O Talibã está ansioso para dialogar com o resto do mundo, e a comunidade internacional deve ajudar o Afeganistão em seu desenvolvimento, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na quarta-feira.

Em um discurso proferido por link de vídeo em uma conferência no Irã, Wang disse que Pequim está pronta para sediar novas negociações entre o Afeganistão e seus vizinhos sobre o futuro do país, relatou a Reuters.

“O Talibã está ansioso para dialogar com o mundo […] A China sediará o terceiro encontro dos ‘Vizinhos do Afeganistão’ no momento apropriado”, disse Wang em comentários transmitidos ao vivo pela TV estatal iraniana.

A reunião do Afeganistão e países vizinhos contou com a presença dos ministros de Relações Exteriores do Paquistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão; China e Rússia participaram por link de vídeo.

As negociações ocorreram após uma conferência semelhante envolvendo os países vizinhos do Afeganistão, que foi sediada no Paquistão em setembro e tem como objetivo estabelecer uma paz duradoura no Afeganistão.

A China, que não lutou no Afeganistão, oferece um ramo de oliveira ao Talibã desde que ele recuperou o poder no Afeganistão, após a retirada das forças americanas em agosto.

LEIA: Chanceler chinês encontra chefe-adjunto do Talibã em Doha

Os Estados Unidos e outros países ocidentais estão buscando maneiras de dialogar com o Talibã e garantir o fluxo de ajuda humanitária para o país, sem conceder-lhes a legitimidade que procuram. Autoridades dos EUA e representantes do Talibã discutiram a ajuda humanitária ao Afeganistão neste mês no Catar, mas Washington disse que as reuniões não significam o reconhecimento do Talibã.

Os Estados Unidos e outras nações ocidentais relutam em fornecer fundos ao Talibã até que o movimento militante islâmico dê garantias de que defenderá os direitos humanos e, em particular, os direitos das mulheres.

Na conferência de quarta-feira no Irã, o ministro do Exterior iraniano, Hossein Amirabdollahian, apoiou a formação de um governo inclusivo no Afeganistão, informou a televisão estatal. Seus comentários ecoaram a posição oficial do Irã.

O Irã muçulmano xiita é inimigo do Talibã muçulmano sunita de linha dura há décadas, mas nos últimos anos tem se encontrado abertamente com os líderes talibãs. Em julho, Teerã sediou uma reunião de representantes do governo afegão e um comitê político de alto escalão do Talibã. O Irã criticou o Talibã, que assumiu o controle do Afeganistão em agosto, por excluir as minorias étnicas do governo.

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