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Tribunal de Israel retira permissão para oração silenciosa judaica na mesquita de Al-Aqsa

Dezenas de colonos fanáticos acompanhados pela polícia israelense são vistos no pátio da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, em 25 de agosto de 2021 [Jerusalém Islamic WAQF/Agência Anadolu]

Um tribunal israelense em Jerusalém revogou uma decisão anterior do Tribunal de Magistrados que permitia “orações silenciosas” pelos judeus nos pátios da mesquita de Al-Aqsa, informou a Quds News Network na sexta-feira.

Al-Aqsa permanecerá no coração dos palestinos [Sabaaneh/Monitor do Oriente Médio]

Segundo a emissora pública israelense Kan: “A polícia israelense entrou com um recurso contra a decisão do Tribunal de Magistrados que impediu a deportação de um colono que fez uma oração silenciosa na mesquita de Al-Aqsa”.

No início deste mês, o Tribunal de Magistrados concedeu aos colonos o direito de realizar “orações silenciosas” nos pátios da mesquita de Al-Aqsa.

A decisão incluiu uma ordem para a polícia israelense cancelar um mandado de expulsão emitido contra o colono extremista Aryeh Lippo da mesquita, declarando: “A presença de adoradores judeus no Monte do Templo não pode ser criminalizada, desde que suas orações sejam silenciosas”.

O Haaretz informou que o Tribunal Distrital de Jerusalém anunciou na sexta-feira a decisão do Tribunal de Magistrados de permitir que os judeus realizassem orações silenciosas na mesquita de Al-Aqsa, contrariando as instruções da polícia.

A decisão de conceder permissão para a oração silenciosa dos judeus na mesquita de Al-Aqsa agitou a situação nos territórios palestinos e causou muita tensão entre a Autoridade Palestina e as lideranças jordanianas.

As facções palestinas alertaram que: “Tal agressão israelense aos locais sagrados palestinos e muçulmanos certamente desencadearia uma onda de combates para proteger a mesquita de Al-Aqsa”.

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