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Cidadãos estadunidenses sofrem repressão na Arábia Saudita, aponta relatório

Pessoas seguram faixas enquanto se reúnem para protestar contra o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammad bin Salman e exigir justiça pelo jornalista saudita assassinado Jamal Khashoggi em Trafalgar Square em Londres, Reino Unido, em 3 de outubro de 2019. [Tayfun Salcı/Agência Anadolu]

No ano passado, a Arábia Saudita deteve, desapareceu ou manteve sob proibição de viagens pelo menos 89 pessoas que são cidadãos dos EUA ou viveram permanentemente na América, revelou um novo relatório da Freedom Initiative (FI).

Intitulado Amigo ou Inimigo, o relatório investigou o impacto das políticas da Arábia Saudita de detenção, assédio e aprisionamento de cidadãos americanos e seus familiares. Foi dedicado ao jornalista saudita Jamal Khashoggi, ao Dr. Abdullah Al-Hamid, cofundador da Associação Saudita de Direitos Civis e Políticos, e a Salah Al-Shehi. Todos os três foram mortos ou morreram sob custódia saudita.

A FI constatou que pelo menos três cidadãos norte-americanos permanecem detidos injustamente em prisões na Arábia Saudita. Um dos cidadãos norte-americanos é considerado idoso e em estado crítico de saúde. As autoridades em Riade se recusam a permitir qualquer tipo de liberação médica.

Quatro outros cidadãos americanos, que foram libertados da prisão, continuam presos na Arábia Saudita sob proibição de viagens e enfrentam acusações de terrorismo. Há também o caso de um jovem turista americano na Arábia Saudita que foi injustamente detido em um aeroporto e supostamente torturado e drogado a ponto de ser hospitalizado antes de ser libertado da prisão de Al-Ha’ir.

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Cerca de 47 mulheres e crianças cidadãs americanas foram presas em algum momento na Arábia Saudita sob a tutela masculina ou leis kafala em 2020 e 2021.

O relatório também mostra que a campanha de repressão da Arábia Saudita transcende suas fronteiras e que os norte-americanos sofrem mais assédio no país do que pessoas de outras origens, incluindo canadenses e europeias.

Os esforços de assédio e intimidação do governo saudita se estendem a cidadãos não sauditas em todo o mundo e incluem difamação, intimidação e ameaças a indivíduos e organizações envolvidos em direitos humanos ou trabalho político.

O relatório emitiu várias recomendações, incluindo um apelo aos formuladores de políticas dos EUA para prosseguir com a legislação para trazer para casa as muitas pessoas dos EUA injustamente presas na Arábia Saudita.

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