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Bennett insiste em negar libertação de presos palestinos de longa data

Primeiro-Ministro de Israel Naftali Bennett durante a 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, 27 de setembro de 2021 [JOHN MINCHILLO/AFP via Getty Images]

O Primeiro-Ministro de Israel Naftali Bennett reiterou nesta terça-feira (28) que palestinos condenados a longas penas de prisão não serão parte de qualquer eventual acordo de troca de prisioneiros com o Hamas, segundo informações da agência de notícias Sama.

Bennett voltou a descrever os prisioneiros palestinos como “terroristas com sangue nas mãos”.

Questionado se Israel adotaria força bruta para coagir o Hamas a conduzir a troca em seus próprios termos, Bennett afirmou que há um debate em curso sobre tal hipótese.

O premiê de extrema-direita destacou ainda ter discutido a troca de prisioneiros com o Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres.

“Eu lhe disse que Hadar Goldin foi sequestrado durante um cessar-fogo declarado pela ONU”, argumentou Bennett. “Portanto, é dever do Secretário-Geral exercer seus esforços mais contundentes para libertar nossos soldados”.

Ignorando os milhares de civis palestinos nas cadeias de Israel, Bennett insistiu que “deter civis é uma violação de direitos humanos perpetrada por terroristas”, como costuma referir-se a grupos da resistência palestina reconhecidos pela lei internacional.

Israel crê que os corpos do tenente Hadar Goldin e do sargento Oron Shaul permanecem em Gaza, onde foram mortos em batalha durante a ofensiva de 2014.

Tel Aviv alega ainda que Avera Mengistu e Hisham al-Sayed, prisioneiros de guerra acusados de invadir o território em nome do exército israelense, são ambos civis.

Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 4.500 palestinos permanecem nas cadeias de Israel — incluindo 41 mulheres, 160 menores de idade e 360 prisioneiros sob detenção administrativa; isto é, sem julgamento ou sequer acusação.

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